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Inquilino jura que só sai morto do imóvel e parte pra cima das donas com faca em Penha

Homem de 40 anos se recusou a desocupar imóvel alugado na Praia da Armação do Itapocorói, pegou uma faca e avançou contra as duas proprietárias. Populares tomaram a arma antes que alguém fosse ferido.

Inquilino jura que só sai morto do imóvel e parte pra cima das donas com faca em Penha
Foto: Reprodução
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Um inquilino de 40 anos se recusou a deixar um imóvel alugado na Praia da Armação do Itapocorói, em Penha, disse que só sairia dali morto e avançou com uma faca contra as duas proprietárias. O caso terminou com o homem contido por populares, imobilizado pela Polícia Militar e levado sedado ao Pronto Atendimento do município.

O imóvel fica na Avenida Eugênio Krause, na altura do número 4254, ao lado de uma conveniência. O contrato de locação estava no nome do padrasto do homem, mas quem morava ali era ele, natural de Blumenau. As proprietárias, duas irmãs de 45 e 50 anos, naturais de São Paulo, foram até o local para comunicar pessoalmente que o contrato seria rescindido, decisão tomada por causa das ocorrências que vinham se repetindo no endereço.

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A conversa começou dentro do estabelecimento e não chegou a acordo nenhum. Assim que ouviu que teria de desocupar a casa, o inquilino ficou agressivo e passou a gritar que não sairia de jeito nenhum, porque era ali que morava, e que só deixaria o imóvel morto.

Momento em que o homem é contido pela Polícia Militar. Reprodução/Redes sociais

Ainda durante a discussão, a mãe dele chegou ao local. Ele mandou que ela saísse e a conduziu até a área externa da conveniência. Sem consenso, os três decidiram continuar a conversa do lado de fora.

Foi ali que a situação escapou. O homem passou a ameaçar as duas proprietárias de morte e, com uma faca de cozinha em punho, caminhou na direção delas. Pessoas que estavam próximas perceberam o movimento, avançaram e conseguiram contê-lo, tirando a faca de sua posse antes que alguém fosse atingido.

As partes permaneceram no local até a chegada da guarnição. Quando a Polícia Militar chegou, o homem correu na direção dos policiais gritando para que o prendessem e repetiu a frase o tempo todo. Ele aparentava estar sob efeito de drogas ilícitas e recebeu ordem para se afastar, por risco de ferimento a todos os envolvidos, mas não obedeceu.

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Diante da recusa, a guarnição precisou contê-lo. Houve resistência física e foi necessário o uso progressivo da força, com o homem levado ao solo e imobilizado até a chegada do socorro médico. A equipe do SAMU o sedou e fez a condução até o Pronto Atendimento de Penha.

Durante todo o trajeto ele continuou gritando. Dizia que queria que os policiais morressem e os chamava de covardes e de bandidos. No Pronto Atendimento, foi medicado novamente, até ficar desacordado.

Segundo relato de familiar prestado no local, o homem tem laudo médico de esquizofrenia e, em situações de conflito como aquela, costuma perder o controle do comportamento. Ainda de acordo com o registro, não é a primeira vez: já houve outras ocorrências no mesmo endereço, com episódios de agressividade contra terceiros e tentativa de agredir policiais durante o atendimento.

A faca usada na ameaça foi apreendida. Como o homem estava desacordado por efeito da sedação, não foi possível colher a assinatura dele no termo de apreensão, que acabou assinado pela mãe. Pelo mesmo motivo, a ocorrência foi lavrada como boletim de ocorrência circunstanciado.

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Ele responde pelos crimes de ameaça, desobediência e desacato. A situação da locação do imóvel, motivo inicial de toda a confusão, segue em aberto entre as proprietárias e a família.

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