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Jovem de 19 anos foi morta ao tentar sair de casa depois de flagrar conversas no celular do namorado em SC

Conforme o delegado Murilo Silveira da Cunha, José Gustavo Rabelo de Souza, de 21 anos, teve a prisão preventiva decretada nesta terça-feira (11) e segue no Presídio Regional de Tubarão. A Polícia Civil aponta que a discussão começou depois que a jovem viu mensagens dele com outras mulheres.

Jovem de 19 anos foi morta ao tentar sair de casa depois de flagrar conversas no celular do namorado em SC
Foto: Reprodução
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As mensagens que a jovem de 19 anos encontrou no celular do namorado teriam sido o estopim da discussão que terminou com ela morta dentro de um quarto trancado, no bairro Santa Apolônia, em Sangão, no Sul catarinense. Nesta terça-feira (11), após a audiência de custódia, a Justiça decretou a prisão preventiva de José Gustavo Rabelo de Souza, de 21 anos, que confessou o crime e segue no Presídio Regional de Tubarão.

Os detalhes foram revelados pelo delegado responsável pela investigação, Murilo Silveira da Cunha, que gravou um pronunciamento em vídeo para esclarecer o caso.

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“Eu decidi gravar esse vídeo tendo em vista a grande comoção que o crime causou na sociedade e também a pedido da imprensa”, afirmou o delegado.

ASSISTA AO VÍDEO

Capa do vídeo do YouTube

Segundo a Polícia Civil, o casal mantinha um relacionamento “bastante conturbado”. O investigado relatou que a discussão desta vez teria começado depois que a jovem viu mensagens que ele trocava com outras mulheres e passou a questioná-lo. Ele alegou que as conversas ocorreram em um período recente em que os dois estavam separados.

A discussão teria acontecido entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira. Em determinado momento, a jovem tentou deixar a residência. O namorado a seguiu e teria aplicado um golpe conhecido como mata-leão. Ela morreu no local.

Depois do crime, o investigado teria enrolado o corpo, mantido o quarto trancado e permanecido na casa, chegando a dormir no local. Ele afirmou ainda ter ingerido uma grande quantidade de medicamentos, o que o teria deixado entorpecido durante toda a sexta-feira. Sobre o dia seguinte, disse não saber com precisão o que aconteceu, alegando ter consumido bebida alcoólica.

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O quarto de acesso restrito

O corpo permaneceu escondido até a segunda-feira (10). À polícia, a mãe do investigado relatou que o quarto do filho era um ambiente de acesso restrito e que ele costumava receber pessoas no local, motivo pelo qual não teria percebido movimentação estranha nos dias anteriores. Conforme o delegado, era comum que ele levasse a namorada e outras pessoas para o cômodo sem contato com quem estava na residência. Apesar de o corpo estar ali desde a madrugada de sexta-feira, quando a Polícia Militar chegou ainda não havia odor de decomposição perceptível.

A desconfiança que veio pelas mensagens

Do outro lado, a mãe da vítima estranhou a demora do retorno para casa e a ausência de resposta. Quando as mensagens voltaram a chegar pelo celular da filha, percebeu diferenças na forma como eram escritas e levantou a suspeita de que outra pessoa estava usando o aparelho. Foi ela quem acionou a Polícia Militar, que encontrou o corpo no quarto. O relato completo está em: Mãe desconfia de mensagens, aciona a PMSC e encontra a filha de 19 anos morta na casa do namorado.

Da confissão à preventiva

Na mesma tarde, a Polícia Civil localizou o investigado, que decidiu se apresentar à delegacia. Diante da confissão e dos demais elementos reunidos, entre eles a perícia que confirmou a identidade da vítima, foi lavrado o auto de prisão em flagrante. O procedimento foi concluído e remetido à Justiça, e ele foi encaminhado ao Presídio Regional de Tubarão, onde permanece.

O delegado registrou que o investigado não possuía antecedentes nem qualquer ocorrência de violência doméstica em seu nome. Familiares, no entanto, relatam que o relacionamento já era conhecido por ser conturbado. A jovem tinha 19 anos, era natural do Paraná e morava em Morro da Fumaça.

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O caso acontece em agosto, mês da campanha Agosto Lilás, dedicada ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher, e no ano em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos.

“A Polícia Civil de Santa Catarina está à disposição de toda a sociedade e também da família da vítima para o que for necessário”, encerrou o delegado.

Entenda o caso

  • Entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira: após discussão motivada por mensagens com outras mulheres, a jovem tenta deixar a residência e é atingida pelo golpe de mata-leão
  • Sexta-feira: o corpo é enrolado e o quarto é trancado; o investigado permanece na casa
  • Fim de semana: a mãe da vítima estranha as mensagens enviadas pelo celular da filha e aciona a polícia
  • Segunda-feira (10): o corpo é encontrado, o jovem se apresenta à delegacia, confessa e é preso em flagrante
  • Terça-feira (11): a Justiça decreta a prisão preventiva em audiência de custódia
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