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Mãe quebra o silêncio após morte de criança levada ao hospital pelo padrasto em Blumenau

O caso está sob responsabilidade da 1ª Vara Criminal de Blumenau, com prioridade estabelecida pela Lei Henry Borel. O desfecho depende da conclusão dos laudos finais e do inquérito policial.

Mãe quebra o silêncio após morte de criança levada ao hospital pelo padrasto em Blumenau
Foto: Reprodução
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A mãe da menina Maria Liz Ferreira Morais, de quatro anos, publicou um vídeo nas redes sociais detalhando, pela primeira vez, sua versão sobre o que ocorreu no mês anterior à morte da criança em Blumenau (SC).

O depoimento dela surge após ampla repercussão do caso, que envolve atendimentos médicos sucessivos, um quadro neurológico grave e a investigação que ainda tenta esclarecer se o trauma fatal foi causado por acidente, evolução clínica não identificada a tempo ou agressão.

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Relato da mãe sobre as primeiras lesões

Segundo a mãe, a filha bateu a cabeça no início de outubro. A criança ficou com inchaço no rosto, foi levada ao hospital, passou por tomografia e recebeu de profissionais a orientação de que o inchaço e os hematomas seriam compatíveis com o impacto. Após o atendimento, ela foi liberada com medicamentos.

A mãe relata que, dias depois, retornou ao hospital para reavaliação, já sem inchaço no rosto, mas com escurecimento ao redor dos olhos — efeito que, segundo afirma ter sido informada pela equipe médica, poderia acontecer após uma pancada.

Sintomas reaparecem no dia 15

No dia 15 de outubro, ao buscar a filha na creche, a mãe disse ter percebido um novo inchaço na cabeça e queda de cabelo em uma região do couro cabeludo. A professora, segundo ela, relatou que a criança chorava com dor de cabeça. A mãe afirma que Liz ficou em casa nos dias seguintes.

Na sexta-feira, dia 17, a menina passou mal, vomitou e foi novamente levada ao hospital. Conforme o relato da mãe, o médico apontou o rompimento de um vaso abaixo do couro cabeludo, que estaria provocando acúmulo de sangue. Ainda segundo a mãe, o profissional informou que o quadro poderia ser tratado com medicação e que o problema seria decorrente da primeira batida.

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Busca por novos exames e agravamento

Preocupada com a queda de cabelo, a mãe afirma ter ido ao posto de saúde para solicitar exames complementares no início da semana seguinte. O quadro se agravou no dia 29, quando Maria Liz teria convulsionado em casa. A criança foi levada ao hospital em estado crítico e submetida a cirurgia de emergência.

A mãe relata que a equipe médica informou a ela que as lesões observadas naquele dia seriam resultado de uma nova pancada, diferente da primeira registrada no começo do mês.

Laudos oficiais e investigação

A reportagem do Jornal Razão teve acesso aos documentos oficiais do caso. O laudo da Polícia Científica registrou traumatismo cranioencefálico grave, com hematoma subdural extenso, hemorragia subaracnoide e edema cerebral generalizado — quadro compatível com impacto de alta energia. A criança apresentava também equimoses em outras regiões do corpo e um ferimento na língua.

O hospital registrou que a menina já havia sido atendida anteriormente, nos dias 1º, 8 e 17 de outubro, sempre por lesões na cabeça. Na primeira consulta, o padrasto relatou que ela havia sido derrubada por um cachorro. A perícia apontou que não é possível determinar se as lesões antigas têm relação com o trauma fatal, mas confirmou que o ferimento mais grave era recente.

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Prisão e soltura do padrasto

O padrasto, de 32 anos, que levou a criança ao hospital no dia 29, foi preso em flagrante. Na audiência de custódia, o juiz deixou de homologar o flagrante e determinou a soltura dele por ausência de indícios concretos de autoria naquele momento. O magistrado considerou o histórico de atendimentos, o fato de ter sido ele quem buscou socorro e o depoimento da mãe afirmando que nunca presenciou agressões.

Mesmo solto, o padrasto permanece investigado.

Pontos ainda em aberto

  • A Polícia Civil aguarda laudos complementares de necropsia, exames radiológicos e análises oftalmológicas.
  • A investigação também apura se houve falha médica ou omissão nos atendimentos anteriores.
  • Nenhuma pessoa foi formalmente indiciada até agora.
  • A origem do trauma fatal ainda não está esclarecida.

Declaração da mãe

No vídeo, a mãe afirma que nunca permitiu maus-tratos, que cuidava pessoalmente da filha e que busca respostas para entender a causa da morte. Ela diz confiar que a investigação apontará o responsável — seja qual for o resultado — e pede que a verdade prevaleça.

Situação atual

O caso está sob responsabilidade da 1ª Vara Criminal de Blumenau, com prioridade estabelecida pela Lei Henry Borel. O desfecho depende da conclusão dos laudos finais e do inquérito policial.

Capa do vídeo do YouTube
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