Motoboys se unem em protesto após colega sofrer agressão enquanto batalha para salvar filha do câncer
Motociclistas de diversas regiões se reuniram na manhã deste domingo (16) para uma motociata em solidariedade a Gabriel Benites, motoboy que foi alvo de agressões no centro de Florianópolis na última sexta-feira (14). O ato, que percorreu ruas e avenidas da capital, contou com o apoio da Guarda Civil Metropolitana e reforçou o pedido de … Ler mais
Por Equipe Jornal Razão·16 fev 2025·4 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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Motociclistas de diversas regiões se reuniram na manhã deste domingo (16) para uma motociata em solidariedade a Gabriel Benites, motoboy que foi alvo de agressões no centro de Florianópolis na última sexta-feira (14). O ato, que percorreu ruas e avenidas da capital, contou com o apoio da Guarda Civil Metropolitana e reforçou o pedido de respeito à categoria.
A manifestação teve início às 10h30, com concentração em frente ao Shopping Villa Romana, na Trindade. De lá, os motociclistas seguiram em comboio pela Avenida Beira-Mar Norte até o centro da cidade. O movimento foi organizado pelo grupo Cachorro Lokko e atraiu olhares por onde passou.
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Vídeo da agressão gerou revolta nas redes
O caso ganhou grande repercussão após imagens mostrarem Gabriel sendo agredido verbal e fisicamente por um casal durante uma discussão de trânsito. No vídeo, é possível ver o momento em que o homem desfere tapas e chutes contra o motoboy.
De acordo com Gabriel, tudo começou quando ele foi estacionar a moto e um carro bateu levemente na traseira do veículo. “Não teve erro nenhum da minha parte. Fiz sinal de que estava tudo certo, mas a mulher saiu do carro exaltada e começou a me agredir”, relatou.
Luta além das ruas: Gabriel trabalha para custear tratamento da enteada
Além do impacto do episódio, a história de Gabriel comoveu ainda mais ao revelar um drama pessoal: ele é padrasto de uma menina de três anos diagnosticada com leucemia linfoide aguda tipo B. Para bancar os custos do tratamento, trabalha até 13 horas por dia ao lado da esposa.
O diagnóstico veio em outubro de 2024, e desde então a família tem enfrentado dificuldades para arcar com os gastos médicos. Diante da mobilização nas redes, uma vaquinha foi criada para ajudar a custear o tratamento, arrecadando mais de R$ 40 mil até o momento.
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A motociata deste domingo foi mais do que um protesto contra a violência: foi um grito de união e resistência de trabalhadores que enfrentam desafios diários nas ruas e que, agora, pedem justiça por um dos seus.