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A mulher de 43 anos atacada a facadas pelo próprio filho, um adolescente de 17 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu nesta sexta-feira (7), no Hospital São José, em Jaraguá do Sul. Ela estava internada na UTI desde a manhã de terça-feira (4), quando foi socorrida em estado grave dentro da própria casa.
Meriane Abreu Lima resistiu três dias. Deu entrada no hospital com ferimentos provocados por golpes de faca e por diversas pancadas na cabeça, lesões que se mostraram irreversíveis.
O pedido do casaco
Conforme a apuração da polícia, a discussão teria começado por um pedido banal de manhã fria: a mãe pediu que o filho colocasse um casaco antes de sair. Irritado, o adolescente teria partido para cima dela, pegado uma faca na residência e atingido a mulher. Foi o próprio jovem quem contou aos policiais o motivo do ataque.
Ela foi encontrada com ferimentos por faca na região do pescoço e do rosto, além de sangramento intenso e hematomas ao redor dos olhos. As pancadas na cabeça provocaram as lesões mais graves, as que acabaram determinando o desfecho após três dias de internação.
A ligação para a emergência
A ocorrência chegou à Polícia Militar de um jeito incomum. Segundo a corporação, quem acionou o telefone de emergência foi o próprio adolescente. Na ligação, ele afirmou que havia atacado a mãe. À polícia, disse ainda que agiu porque estaria se sentindo “pressionado”.
Quando as guarnições chegaram ao endereço, no bairro Santo Antônio, o jovem foi localizado e apreendido ali mesmo. Conforme o relato da PMSC, ele teria pedido aos agentes que atirassem nele.
Na sequência, os policiais entraram na residência e iniciaram os primeiros socorros à vítima, que estava caída e sangrava muito. O atendimento foi concluído pelas equipes de resgate, e ela seguiu em estado grave para o Hospital São José.
Encaminhado ao Dease
Após a apreensão, o adolescente foi encaminhado a uma unidade do Departamento de Administração Socioeducativa, o Dease, em Blumenau, e passou a receber acompanhamento psiquiátrico. À polícia, o pai informou que o filho é autista e tem diagnóstico de esquizofrenia.
Por ter menos de 18 anos, ele não responde criminalmente como adulto. O caso é tratado na forma do Estatuto da Criança e do Adolescente, como ato infracional, e cabe à Justiça da Infância e da Juventude decidir sobre a medida socioeducativa a ser aplicada, ouvido o Ministério Público. A internação é a mais severa prevista na legislação.
Entenda o caso
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A filha que ficou
Fora dos autos, sobra o luto de uma família inteira. A mulher deixa uma filha menor de idade, que agora enfrenta ao mesmo tempo a perda da mãe e o fato de que o irmão é o apontado como responsável. Uma casa que amanheceu comum na terça-feira e, na sexta, não existe mais como era.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias do ataque.



























