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Um adolescente de 17 anos estava parado na frente da própria casa, em Jaraguá do Sul, avisando que ninguém podia entrar. Dizia que tinha matado a mãe e que mataria todo mundo. Do lado de dentro, caída de bruços no chão da cozinha, a mulher de 43 anos ainda respirava.
A vítima foi agredida a chutes e socos na cabeça e atingida por uma facada no pescoço. Socorrida ainda com vida, foi levada pelo SAMU em estado gravíssimo e está entubada. A primeira guarnição da Polícia Militar a chegar ao local iniciou os primeiros socorros antes da chegada do resgate.
Foi o próprio adolescente quem acionou a PMSC.
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O relato do adolescente
À guarnição, o rapaz, descrito como aparentemente em surto, contou que a mãe não aceitava a condição dele e vinha implicando com ele. Disse que naquela manhã ela queria que ele saísse de casa com um casaco, e ele não queria sair de casaco. Foi então, segundo o próprio relato, que fechou a cortina para que ninguém visse e começou a agredi-la com chutes e socos na cabeça. Quando ela caiu no chão, passou a desferir facadas no rosto e no pescoço.
Conforme o relato do avô, que é pai da vítima e mora na mesma residência, o adolescente tem autismo.
O homem contou que saiu de casa cedo para deixar a esposa no trabalho e levou a neta consigo. Quando retornou, encontrou o neto na frente da residência dizendo para ninguém entrar, que tinha matado a mãe e que mataria todo mundo. Ele não entrou na casa.
O vizinho que entrou
Quem entrou foi um vizinho da frente. Ele ouviu a discussão entre o adolescente e o avô, foi até o local e encontrou o rapaz repetindo que mataria todo mundo. Sentou-se com ele e conversou até que o adolescente permitisse a entrada. Foi assim que a mulher foi encontrada, caída de bruços na cozinha, ainda respirando. A primeira guarnição da Polícia Militar chegou nesse momento e iniciou o atendimento.
Na casa moram o avô, a esposa dele, a vítima, o adolescente e mais uma filha da mulher.
Após o atendimento, o adolescente foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil.
Por ser menor de idade, ele responde na forma do Estatuto da Criança e do Adolescente, e a apuração corre como ato infracional. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do caso, que segue em andamento. O estado de saúde da vítima é considerado gravíssimo.
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