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“No céu com a mamãe”: após deslizamento, menina de 10 anos morre em UTI na Grande Florianópolis

Maria Vitória não resistiu aos ferimentos provocados pelo soterramento da casa da família em Santo Amaro da Imperatriz. Nas redes sociais, parentes e colegas de trabalho prestaram homenagens emocionadas à pequena e à sua mãe, Katrina Karla. Fotos: Defesa Civil / Redes Sociais / IA

“No céu com a mamãe”: após deslizamento, menina de 10 anos morre em UTI na Grande Florianópolis
Foto: Reprodução
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A dor e a comoção tomaram conta de Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis. A morte encefálica de Maria Vitória, de apenas 10 anos, foi confirmada na noite de terça-feira (18). A menina lutava pela vida na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, desde a madrugada do último domingo (16), quando a casa onde morava com a família foi atingida e parcialmente soterrada por um violento deslizamento de terra.

A tragédia já havia tirado a vida de sua mãe, Katrina Karla do Nascimento dos Passos, de 44 anos. Katrina chegou a ser retirada dos escombros pelo próprio filho mais velho, Vinícius Nascimento Macedo, de 25 anos, com a ajuda de um vizinho. Ela foi levada às pressas ao Hospital São Francisco de Assis, mas não resistiu aos ferimentos.

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A mãe, Katrina era funcionária há mais de 15 anos da empresa farmacêutica Zambon. A comoção também se refletiu nas redes sociais entre colegas de trabalho e entidades da categoria. Em publicação conjunta, a CooperPropaga e o Sinprovesp emitiram uma nota comunicando o falecimento de Katrina Karla do Nascimento Passos, funcionária da Zambon, destacando a tragédia em Santo Amaro da Imperatriz.

A luta nos escombros e o resgate

O deslizamento ocorreu por volta das 3h da manhã, após dias de chuvas intensas e ininterruptas que castigaram a região. A residência da família ficava próxima a um barranco que cedeu com o volume de água. No momento do desastre, estavam na casa Maria Vitória, a mãe, o pai (49 anos) e o irmão mais velho. O pai e o irmão sofreram ferimentos leves.

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Quando as equipes do Corpo de Bombeiros e socorristas chegaram ao local, encontraram Maria Vitória em parada cardiorrespiratória. Em uma corrida contra o tempo, os profissionais realizaram os procedimentos de reanimação de emergência ainda no local e a encaminharam em estado gravíssimo para a UTI em Florianópolis. Apesar dos esforços incansáveis da equipe médica, a morte encefálica da criança foi confirmada.

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Em meio à profunda comoção, um familiar desabafou nas redes sociais e escreveu que ela agora está no céu com a mamãe, emocionando a todos que acompanhavam as buscas e as notícias sobre a recuperação de Maria Vitória.

“Ela fez parte da nossa história e deixou sua presença, sorriso e seu carinho em nosso espaço. Não consigo acreditar, nos vimos na semana passada”, disse Letícia Ferrari, professora de esportes de Maria Vitória.

A comoção pelo adeus precoce da menina reverberou por toda a cidade. A escola de esportes onde Maria Vitória treinava cancelou todas as atividades da semana em sinal de respeito e luto. Amigos e professores lembram do sorriso marcante e do afeto com que a garota contagiava todos ao seu redor.

Comoção pública e o rastro de estragos em SC

A Prefeitura Municipal de Santo Amaro da Imperatriz divulgou uma nota oficial de pesar lamentando profundamente a perda e prestando solidariedade à família atingida por uma dor imensurável.

“A perda de uma criança entristece toda a nossa cidade. Neste momento, o pensamento da administração municipal e de todos os servidores públicos está com seus familiares, amigos e com a comunidade, que hoje se despede de uma de suas filhas. O Município permanece à disposição da família para o apoio que se fizer necessário. Que encontrem conforto, amparo e serenidade diante de uma dor tão grande.”

A tragédia vivida pela família de Maria Vitória reflete o impacto devastador do severo evento climático que atingiu Santa Catarina durante o final de semana. Em todo o estado, mais de 100 residências foram diretamente afetadas pelas chuvas extremas. Danos estruturais graves foram registrados em diversas regiões, incluindo queda de pontes, postes e alagamentos que deixaram dezenas de famílias desabrigadas, exigindo força-tarefa dos órgãos de Defesa Civil.

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