Pedido do McDonald”s não chegava, e cliente flagra entregador do iFood comendo o lanche em São José
O aplicativo apontava o entregador a poucos metros do prédio no Kobrasol, mas o pedido não chegava. Ao descer para procurá-lo, a cliente afirma que o encontrou sentado na calçada, supostamente comendo o lanche.
Por Equipe Jornal Razão·18 ago 2026·6 min de leitura·Atualizado há 2 h
Foto: Reprodução
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O aplicativo mostrava o entregador a poucos metros do prédio, praticamente na porta, mas o lanche não chegava. Passou meia hora, passou uma hora, e o ponto no mapa seguia ali, parado, sem que ninguém tocasse o interfone. Do outro lado da tela, uma moradora do Kobrasol, em São José, na Grande Florianópolis, esperava com as crianças o pedido do McDonald’s que tinha feito pelo iFood por volta das 20h30 de sábado (15).
As mensagens enviadas pelo próprio aplicativo não foram respondidas. Sem retorno e sem lanche, ela decidiu descer até a rua para procurar o entregador pelas imediações do endereço marcado na entrega.
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A descida até a rua
Foi na calçada que a cena virou vídeo. Segundo o relato da cliente, o entregador estava sentado, com embalagens abertas ao lado, supostamente comendo o pedido que deveria ter sido entregue. “Pois esperando o meu lanche, moço. Aqui ó”, diz ela na gravação, apontando a câmera para o chão, onde aparecem sacos de papel, copo e caixas espalhados.
ASSISTA AO VÍDEO
A partir daí, o registro mostra uma sequência de perguntas e respostas que não fecham. Ela questiona de quem é o pedido. Ele afirma que já havia encerrado o trajeto do dia e que a comida seria de outra entrega, feita por ele mesmo.
Eu já finalizei minha rota
A versão que não fecha
A cliente insiste em ver a nota fiscal do pedido que ele diz ser dele. O entregador responde que teria jogado o comprovante fora. Em seguida, afirma que teria retirado o lanche em uma unidade da rede na avenida Presidente Kennedy, em outro ponto da cidade, apesar de estar parado a poucos metros do endereço da entrega dela.
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Quando ela pede para ver no aplicativo qual era o cliente daquele pedido, vem a terceira justificativa. “Agora não tem como eu ver porque eu já finalizei a rota”, diz o entregador, no vídeo.
O tom da gravação sobe conforme a conversa avança. “Eu esperando com as criança e ele comendo o lanche”, narra a cliente, virando a câmera para as embalagens no chão e depois para o rapaz. Em outro trecho, ela pergunta diretamente: “Comeu meu lanche?”.
Na sequência, cliente e entregador comparam os nomes registrados no pedido, e as informações também não batem com o que ele havia dito momentos antes. O vídeo termina com a moradora acusando o entregador de ter consumido a comida da família e prometendo levar o caso adiante.
As imagens começaram a circular em perfis regionais e ganharam alcance nos últimos dias, com comentários de moradores da Grande Florianópolis relatando situações parecidas: pedido marcado como entregue sem nunca ter chegado, entregador estacionado por longos minutos na porta do prédio, sacola aberta.
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Não há informação sobre registro de reclamação formal junto ao aplicativo, boletim de ocorrência ou qualquer manifestação da empresa responsável pela plataforma até o momento. O entregador não é identificado nesta reportagem porque não há procedimento formal instaurado, e a versão apresentada por ele consta apenas do vídeo gravado pela cliente.
O que fazer nesses casos
Em situações assim, a orientação de órgãos de defesa do consumidor é acionar o suporte do próprio aplicativo pelo chat, guardar prints do rastreamento e do horário do pedido e solicitar o reembolso integral. Se a plataforma não resolver, a reclamação pode ser registrada no Procon do município ou pelo consumidor.gov.br, e o consumidor ainda pode buscar reparação nos Juizados Especiais Cíveis, onde causas de menor valor dispensam advogado.