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Psicólogo é condenado por estuprar menino autista em SC: “é assim que você gosta, amiguinho?”

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 02/09/2025 09h23 | Atualizado há 258 dias
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Psicólogo de Brusque foi condenado a 21 anos de prisão por abusar de menino autista de oito anos; além do caso, ele é investigado em pelo menos outras quatro denúncias semelhantes

O psicólogo Guilherme Silveira, de Brusque, foi condenado a 21 anos e quatro meses de prisão em regime fechado pelo abuso sexual de um menino autista de oito anos, durante atendimento psicológico em abril deste ano. A informação foi revelada pelo jornal O Município Brusque, que também apurou que Silveira é investigado em pelo menos outros quatro casos semelhantes.

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Inicialmente, a sentença previa pouco mais de 16 anos, mas a pena foi ampliada na decisão final. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e a família da vítima estudam apresentar recurso caso haja tentativa de redução da pena.

Abuso durante a segunda sessão

A mãe do menino relatou ao O Município que os abusos ocorreram na segunda sessão de terapia com Silveira. O indivíduo, que atendia crianças em um consultório no Centro de Brusque, chegou a ganhar a confiança da família antes de cometer o crime.

“Levamos nosso menino para ser ajudado e, no fim, ele saiu prejudicado. Que essa notícia sirva de alerta”, declarou a mãe.

Segundo ela, os primeiros sinais de que algo estava errado surgiram após o psicólogo dizer à mãe que teria um “segredo” com o filho. Em casa, o menino começou a demonstrar comportamentos estranhos, até que revelou os abusos.

O caso foi levado imediatamente à polícia. A família também entregou as roupas usadas pela criança no dia da sessão. O laudo pericial indicou a presença de espermatozoides em uma das peças. Guilherme foi preso preventivamente ainda em abril, e desde então permanece detido.

A Polícia Civil concluiu um inquérito de alta complexidade que investigou seis possíveis casos de abuso. Desses, quatro resultaram em indiciamento formal contra o psicólogo.

Em cinco das seis ocorrências, as vítimas seriam meninos. O inquérito foi conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Brusque. Um dos casos foi arquivado por falta de provas e outro foi encaminhado ao MPSC para avaliação.

“Agora precisou um menininho sofrer nas mãos dele. É lamentável. Podem ter certeza de que existem mais crianças que foram abusadas e molestadas”, afirmou a mãe de uma vítima.

Depoimento impactante: “Assim que você gosta, amiguinho?”

O relato da mãe impressiona pelo conteúdo sensível. Em um dos atendimentos, ao chegar no consultório, a filha teria corrido para abraçar o psicólogo e feito um gesto sugestivo, dizendo: “assim que você gosta, amiguinho?”. Segundo a mãe, Silveira ficou paralisado diante da cena.

A partir desse episódio, ela passou a desconfiar fortemente do profissional e questionou a filha sobre o que acontecia nas sessões. A criança, em sua linguagem infantil, relatou brincadeiras que envolviam contato íntimo.

Reflexos nas vítimas

As duas crianças citadas nas reportagens ainda sofrem com os traumas. O menino autista apresenta crises frequentes e não consegue dormir à noite, enquanto a menina não conseguia passar na frente do prédio onde ocorria o atendimento sem ter colapsos emocionais.

Situação atual do processo

Com a primeira condenação já definida, o caso avança agora para possíveis novas denúncias criminais por parte do MPSC, com base nos demais inquéritos encaminhados pela Polícia Civil. Caso isso ocorra, Guilherme Silveira poderá responder a novos julgamentos em breve.

Repercussão

O caso provocou forte comoção em Brusque, onde Guilherme Silveira atuava como psicólogo e psicanalista, com foco com atendimento infantil. Nas redes sociais, diversas imagens mostram o ambiente lúdico do consultório, com brinquedos infantis e personagens como Woody, do Toy Story, utilizado durante as sessões.

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