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“Vou atrás de dinheiro”: jovem de SC encontrado morto em delegacia havia sido preso por assalto

Jovem de 20 anos foi detido por assalto a mercado no bairro Vila Nova, em Ituporanga e morreu horas depois sob custódia na Central de Plantão Policial em Rio do Sul; Polícia Civil e Polícia Científica apuram as circunstâncias da morte.

“Vou atrás de dinheiro”: jovem de SC encontrado morto em delegacia havia sido preso por assalto
Foto: Reprodução
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Poucas horas separaram a voz de prisão do momento em que Murilo Vinícius Machado, de 20 anos, foi encontrado sem vida dentro de uma cela da Central de Plantão Policial de Rio do Sul. Na noite de segunda-feira (3), ele havia sido apontado pela polícia como autor do assalto a um mercado do bairro Vila Nova, em Ituporanga, na mesma cidade, em que foram levados cerca de R$ 700 do caixa. Por volta da 0h30 de terça-feira (4), já sob custódia na unidade do bairro Jardim América, o jovem morreu.

A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou o óbito e informou, em nota oficial encaminhada à imprensa, que “instaurou procedimento apuratório e acionou a Polícia Científica” para periciar o local. Os laudos técnicos e os levantamentos periciais serão juntados ao procedimento para esclarecer as circunstâncias da morte. Até esta publicação, a causa não havia sido divulgada oficialmente.

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O assalto ao mercado

Tudo começou por volta das 18h50 de segunda-feira. Segundo o relato do gerente do estabelecimento, um homem entrou no mercado com máscara no rosto, jaqueta e calça pretas, anunciou o assalto e fez menção de estar armado, exigindo o dinheiro do caixa. Ninguém soube precisar quanto foi levado.

“Passei o dinheiro, não sei precisar a quantia”, disse.

O gerente estimou o prejuízo em torno de R$ 700 pela média de volume de vendas do dia. A Polícia Militar foi acionada pela central por volta das 19h e, ao chegar ao local, confirmou a versão. A Polícia Civil também foi comunicada e passou a atuar em conjunto, com vigilâncias e diligências em vários pontos da cidade.

A caçada até a kitnet

O rastro apareceu em uma corrida de aplicativo de transporte. Segundo as informações repassadas à polícia, um motorista havia embarcado um homem e uma jovem na rua João Back, a poucos metros do mercado assaltado, e deixado os dois em uma kitnet na Servidão Bernardo Stupp. Com o cruzamento de dados da agência de inteligência e da Polícia Civil, o nome de Murilo apareceu.

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As guarnições foram até o endereço e encontraram o casal. A namorada dele, uma adolescente, confirmou aos policiais que as roupas que aparecem nas imagens das câmeras de segurança do mercado eram as que ele vestia. Segundo o relato dela, os dois estavam no hospital e depois foram até a casa da mãe dele, na rua João Back. Ali, Murilo disse que ia atrás de dinheiro, saiu de casaco e voltou cinco minutos depois, sem ele. Em seguida pediram o carro por aplicativo e seguiram para a kitnet, onde a polícia chegou.

“As filmagens mostram o chinelo, que mostram que é o meu namorado mesmo”, contou.

As roupas usadas no assalto foram localizadas nas proximidades do mercado e reconhecidas por ela como sendo dele. Diante do conjunto, os policiais deram voz de prisão a Murilo. Como a namorada é menor de idade, a mãe da adolescente foi contatada e as duas se apresentaram por meios próprios na Delegacia de Rio do Sul.

Nascido em novembro de 2005 e pintor de profissão, Murilo Vinícius Machado já acumulava registros por roubo, receptação, furto, estelionato, ameaça e posse de drogas.

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A morte na cela

Da delegacia, ele foi levado à Central de Plantão Policial. Foi ali, na madrugada seguinte, que o plantão registrou a morte. Pelo registro interno da ocorrência, o caso é tratado como suicídio dentro da cela, mas essa informação não foi confirmada publicamente pela Polícia Civil e depende da conclusão dos exames periciais.

A Polícia Científica esteve na unidade e realizou os levantamentos no local. Além de estabelecer a causa da morte, o procedimento aberto pela corporação deve apurar se houve alguma irregularidade durante o período em que o jovem esteve sob custódia do Estado.

Enquanto os laudos não ficam prontos, a Polícia Civil informou que aguarda a conclusão dos exames para dar sequência às investigações. Não há prazo divulgado para a entrega do resultado.

Se você ou alguém que você conhece precisa de ajuda, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente 24 horas por dia pelo telefone 188 e pelo site cvv.org.br.

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