Uma discussão motivada por ciúmes excessivos terminou com a prisão de Alessandro da Paixão Pinto, paraense de 25 anos, acusado de lesão corporal e ameaça no âmbito da Lei Maria da Penha. A ocorrência foi registrada em Blumenau após a Polícia Militar ser acionada via COPOM para intervir em uma situação de extrema violência contra a companheira do acusado, Leila Maria de Souza Medeiros.
Ao chegar ao local indicado, a guarnição encontrou a vítima trancada no interior de um veículo de aplicativo (Uber), visivelmente assustada. Do lado de fora, o agressor apresentava visíveis sinais de embriaguez, encontrava-se extremamente alterado e gritava contra a mulher.
Cárcere em bar e agressão na rua
Segundo o relato da vítima, o casal estava em um bar quando Alessandro deu início a uma crise de ciúmes. Na tentativa de impedi-la de ir embora e tomar seu aparelho celular, aparelho que ele havia acabado de comprar para substituir o anterior, que o próprio acusado já havia quebrado há três dias, ele a trancou em um dos cômodos do bar. Para conseguir se libertar, Leila empurrou o companheiro e correu para a rua.
Durante a fuga, o autor a alcançou e a empurrou com violência. Com o impacto da queda no chão, a vítima chegou a perder a consciência. O socorro veio através de um motorista de aplicativo e seu passageiro, que presenciaram a cena, pararam o veículo e resgataram a mulher.
Ameaça de morte por facção criminosa
Ao chegarem em frente à residência, Alessandro desembarcou do veículo e passou a golpear as portas do carro, tentando alcançar a vítima. Com medo, Leila permaneceu trancada no automóvel aguardando a chegada dos policiais.
Nesse momento, o autor fez ameaças diretas de morte, afirmando que, caso algo acontecesse a qualquer familiar dele em decorrência do conflito, ele mandaria uma “facção criminosa” matá-la.
Prisão em flagrante
Interrogado pelos policiais, Alessandro negou as agressões e alegou que a companheira teria caído sozinha. No entanto, Leila apresentava lesões aparentes na mão e no joelho, decorrentes da queda provocada pelo autor, as quais foram fotografadas e anexadas ao boletim de ocorrência.
Diante das evidências e do relato do ato de violência doméstica, os policiais deram voz de prisão em flagrante ao acusado, informando-o sobre seus direitos constitucionais. Ambas as partes foram encaminhadas à Delegacia de Polícia para os procedimentos cabíveis.















