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Motoristas com para-brisa quebrado pelo granizo teriam sido multados em blitz da PRF em Biguaçu

A blitz acontecia a menos de 300 metros da fila por lonas em Biguaçu, horas depois de o temporal arrancar telhados. Após cobrança de um deputado estadual, a fiscalização foi encerrada e uma equipe seguiu para o apoio às famílias.

Motoristas com para-brisa quebrado pelo granizo teriam sido multados em blitz da PRF em Biguaçu
Foto: Reprodução
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Motoristas que tiveram o para-brisa quebrado pelo granizo teriam sido multados em uma blitz da Polícia Rodoviária Federal montada em Biguaçu na noite deste sábado (29), poucas horas depois de o temporal arrancar telhados na cidade. A fiscalização acontecia a menos de 300 metros do ponto onde a Defesa Civil distribuía lonas para centenas de famílias que ficaram sem cobertura.

A denúncia partiu do deputado estadual Sérgio Guimarães (União Brasil), que acompanhava a entrega das lonas no bairro Universitário. Ele afirmou que os agentes autuavam condutores por rodar com o vidro danificado, exatamente o estrago que as pedras de gelo provocaram em dezenas de veículos estacionados nas ruas dos bairros atingidos.

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O parlamentar atravessou a rua e foi cobrar explicação da equipe. “Meu nome é Sérgio. Estou na condição de deputado estadual. Quem que eu posso conversar sobre a blitz?”, perguntou. Em seguida, apresentou o argumento: “Há menos de 300 metros, mais de mil pessoas com as casas, com os telhados destruídos. E vocês fazendo uma blitz aqui, gente? Biguaçu passou por uma calamidade agora”.

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A equipe da PRF respondeu que atuaria em apoio caso fosse acionada por um órgão do Estado. Logo depois da conversa, a fiscalização foi encerrada e os agentes informaram que uma equipe seguiria para ajudar no atendimento às famílias. “Aquele comentário acionou a gente, estamos indo para a questão do apoio que é necessário”, disseram.

Rodar com o para-brisa trincado é infração de trânsito por falta de condições de segurança do veículo, prevista no Código de Trânsito Brasileiro. Não há, porém, impedimento legal para que o agente avalie o contexto e deixe de autuar quando o dano acabou de ser causado por um desastre natural, especialmente em município em situação de calamidade. A PRF não divulgou quantas autuações foram aplicadas na blitz.

Pedras grandes destruíram telhados e carros

O temporal atingiu Biguaçu no fim da tarde de sábado e durou poucos minutos. Foi o suficiente para arrancar telhados inteiros, estourar vidros e amassar capôs. Pedras de gelo do tamanho de uma mão aberta foram recolhidas por moradores e comerciantes logo depois da chuva.

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Mais de mil pessoas já haviam passado pela sede da Defesa Civil, no bairro Universitário, segundo o prefeito Alexandre Martins de Souza (Podemos). A fila dobrava a esquina nos dois sentidos e a Polícia Militar precisou organizar o trânsito no entorno enquanto voluntários cortavam e dobravam lona. Veja como foi a noite na Defesa Civil de Biguaçu.

O prefeito anunciou que vai decretar situação de calamidade pública e emergência para acelerar o repasse de recursos e a compra de material. A lógica de atendimento é escalonada: lona na primeira noite, telha na sequência, com apoio do Governo do Estado.

A Prefeitura de Biguaçu recebeu apoio de São José, de Antônio Carlos e do Governo do Estado ainda no sábado. Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Guarda Patrimonial atuaram na organização da fila e no atendimento, e empresas da região doaram lonas ao longo da noite.

O levantamento oficial dos danos começa neste domingo (30), quando as equipes vão percorrer os bairros à luz do dia. A prefeitura ainda não tem o número de casas atingidas, porque a prioridade da noite foi atender quem ficou sem cobertura.

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A Defesa Civil de Santa Catarina mantém aviso de temporais com granizo, vendaval e chuva intensa até a madrugada de terça-feira (01). Na Grande Florianópolis, os acumulados previstos variam entre 150 mm e 200 mm, com risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos nas áreas mais suscetíveis.

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