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URGENTE: Moradores lotam a sede da Defesa Civil de Biguaçu após temporal castigar a cidade

Mais de mil pessoas já passaram pela sede da Defesa Civil neste sábado (29) em busca de lona depois que o granizo arrancou telhados em Biguaçu.

URGENTE: Moradores lotam a sede da Defesa Civil de Biguaçu após temporal castigar a cidade
Foto: Reprodução
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A fila na frente da sede da Defesa Civil de Biguaçu dobrava para os dois lados na noite deste sábado (29) e escancarou o tamanho real do estrago que o temporal de granizo deixou na cidade. Moradores chegaram a pé, de carro e de moto até a Rua Hélio Schmidt, no bairro Universitário, para buscar lona depois de perder o telhado. A Polícia Militar organizou o trânsito no entorno enquanto servidores e voluntários cortavam e dobravam o material dentro do pátio, sem parar, à medida que novas caminhonetes chegavam carregadas.

As imagens de telhados perfurados e quintais cobertos de gelo circularam pela região ainda antes do anoitecer, mas a dimensão do desastre só apareceu quando a fila se formou. Mais de mil pessoas já haviam passado pelo ponto de distribuição, segundo o prefeito Alexandre Martins de Souza (Podemos), “fora aquelas que não conseguiram chegar aqui”. A prefeitura ainda não tem o número de casas atingidas, porque a prioridade da noite é atender quem ficou sem cobertura.

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O granizo durou pouco. Uma moradora do Morro do Ivo contou que a pedra caiu por cerca de dois a três minutos e que, quando parou, o telhado da casa dela tinha acabado. “Não sobrou uma telha inteira”, disse. Ela relatou que deu tempo apenas de socorrer o cachorro e comparou o barulho ao de um furacão. Ninguém da casa se machucou.

Pedras grandes e telhados estourados em minutos

O tamanho das pedras é o que explica a destruição em tão pouco tempo. “Muita pedra, pedras de tamanho gigante que eu nunca vi, bolas, bolas mesmo, eu nunca vi da minha vida”, descreveu o prefeito. Ele acompanhou a distribuição no bairro Universitário e disse que os bairros mais populosos do município estão entre os mais afetados.

Dentro da sede da Defesa Civil, a operação seguiu um fluxo simples: cada morador faz o cadastro, informa o endereço e a extensão do dano, e recebe a lona já cortada na medida. Do lado de fora, voluntários e funcionários da prefeitura se revezaram para dar conta do volume de gente. “Cada pessoa que chega aqui me dói o meu coração, cada um com um sentimento de dor, de perda”, afirmou o prefeito.

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A rede de socorro se montou em poucas horas. A Prefeitura de São José e a de Antônio Carlos enviaram apoio, o Governo do Estado acionou a Defesa Civil estadual e o governador Jorginho Melo ligou para o município. Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Guarda Patrimonial atuaram na organização e no atendimento. Empresas da região doaram lonas ao longo da noite.

Os relatos na fila se repetiram. Uma moradora contou que o granizo quebrou o telhado sobre os quartos, a cozinha e a garagem. Um morador levou uma pedrada na cabeça e ficou apenas com um galo. Em quase todos os casos, a mesma sequência: chuva forte, pedra grande, telhas estouradas e água entrando na casa em questão de minutos.

O estrago não parou nas residências. Um supermercado e lojas tiveram estruturas danificadas, e duas escolas do município também foram atingidas pelo temporal.

Calamidade pública e levantamento no domingo

O prefeito informou que vai decretar situação de calamidade pública e emergência para acelerar o repasse de recursos e a compra de material. A lógica de atendimento é escalonada: lona nesta primeira noite, telha na sequência, com apoio do Governo do Estado.

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O levantamento oficial dos danos começa no domingo (30), quando as equipes vão percorrer os bairros à luz do dia. A prefeitura também prepara uma campanha para arrecadar colchões e cobertores a partir de segunda-feira (31), destinada às famílias que perderam móveis e roupas de cama com a água.

Em Florianópolis, também atingida pelo temporal, o prefeito Topázio Neto (Republicanos) orientou os moradores com casas danificadas a procurar as intendências dos distritos para retirar lona.

O cenário tende a piorar antes de melhorar. A Defesa Civil de Santa Catarina mantém aviso de temporais com granizo, vendaval e chuva intensa até a madrugada de terça-feira (01). Na Grande Florianópolis, os acumulados previstos até lá variam entre 150 mm e 200 mm, com risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos nas áreas mais suscetíveis. O órgão recomenda atenção a trincas no solo, muros e paredes, inclinação de postes e árvores e água vertendo de encostas, além de reforçar que ninguém deve atravessar ruas alagadas ou pontes submersas.

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