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Trecho da BR-101 em SC é apontado como o mais perigoso do Brasil; veja pontos críticos

Quatro dos cinco trechos mais críticos do estado estão localizados entre Biguaçu, São José e Palhoça

Trecho da BR-101 em SC é apontado como o mais perigoso do Brasil; veja pontos críticos
Foto: Reprodução
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Um trecho de dez quilômetros da BR-101, em São José, na Grande Florianópolis, é apontado como o mais perigoso do Brasil no levantamento citado da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O segmento entre os quilômetros 200 e 210 acumula mais de 500 acidentes por ano e está localizado em uma das regiões de maior circulação de veículos da rodovia em Santa Catarina.

O problema não se restringe ao trecho. A BR-101 concentra 11 dos 16 pontos considerados mais perigosos entre as rodovias federais catarinenses. A maior parte está na Grande Florianópolis, onde quatro dos cinco segmentos mais críticos do estado estão localizados.

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Logo depois do trecho entre os quilômetros 200 e 210 aparece o segmento entre os quilômetros 210 e 220, de São José a Palhoça. A área ocupa a segunda colocação no ranking nacional de criticidade e faz parte do corredor metropolitano marcado por congestionamentos e grande circulação diária de veículos.

Outro ponto fica entre os quilômetros 190 e 200, de Biguaçu a São José. O segmento registra retenções frequentes e recebe tanto veículos utilizados em deslocamentos locais quanto caminhões, carretas e automóveis que percorrem longas distâncias pela BR-101.

Entre os quilômetros 220 e 230, em Palhoça, está outro dos cinco pontos mais críticos de Santa Catarina. O trecho completa uma sequência de aproximadamente 40 quilômetros da BR-101, entre Biguaçu e Palhoça, que reúne quatro dos segmentos apontados no levantamento.

Itapema também aparece entre os pontos críticos

O único dos cinco primeiros trechos localizado fora da Grande Florianópolis fica entre os quilômetros 150 e 160, em Itapema, no Litoral Norte. A região concentra tráfego urbano e rodoviário, além do fluxo relacionado ao turismo, e registra períodos de retenção nos momentos de maior circulação.

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Outro segmento que aparece entre os pontos críticos da BR-101 está entre os quilômetros 130 e 140, na região de Balneário Camboriú. O local aparece historicamente entre os pontos de maior risco do país e recebe fluxo intenso de veículos.

BR-101 teve mais de 2 mil acidentes em seis meses

Os pontos críticos fazem parte de uma rodovia que concentrou quase metade dos acidentes registrados nas estradas federais de Santa Catarina no primeiro semestre de 2026.

Segundo dados divulgados pela PRF, foram 2.063 acidentes na BR-101 entre janeiro e junho, o equivalente a 48,9% de todas as ocorrências nas rodovias federais que cortam o estado. A média foi de 11,4 acidentes por dia.

As ocorrências deixaram 2.234 pessoas feridas e 66 morreram nos seis primeiros meses do ano. O número de mortes representa aumento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025.

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Os registros disponíveis mostram que as ocorrências continuaram nos meses seguintes. Em julho, foram contabilizados ao menos 18 acidentes, enquanto agosto caminha para terminar com mais de 25 casos registrados. Os números dos dois meses não representam necessariamente a totalidade dos acidentes contabilizados pela PRF.

Tráfego urbano divide espaço com veículos de longa distância

A urbanização ao redor da BR-101 está entre os fatores relacionados à concentração de acidentes. Em municípios como São José e Palhoça, caminhões e carretas que percorrem longas distâncias dividem a rodovia com carros utilizados em trajetos locais, motocicletas, veículos de aplicativo e pedestres.

Essa característica faz com que determinados segmentos apresentem uma dinâmica semelhante à de uma avenida urbana, apesar do volume de veículos que utilizam a BR-101 para viagens entre diferentes regiões do estado e do país.

Congestionamentos e reduções repentinas de velocidade também aumentam o risco de colisões. A formação de filas, associada à falta de distância de segurança, pode provocar o chamado efeito sanfona e resultar em colisões traseiras envolvendo vários veículos.

Curvas, aclives e pontos de visibilidade limitada também aparecem entre os fatores de risco, já que motoristas podem encontrar filas ou congestionamentos após trechos em que a visualização do trânsito à frente é reduzida.

A PRF também aponta comportamentos relacionados aos acidentes graves, como excesso de velocidade, mudanças repentinas de faixa, troca de faixa sem sinalização, uso do celular durante a condução e falta de distância de segurança. A circulação de motocicletas nos trechos urbanizados também aumenta a exposição desses condutores às ocorrências.

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