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Patinete, monociclo e outros autopropelidos exigem curso obrigatório em Brusque; veja como funciona

Em Brusque, quem conduz patinete, monociclo ou outro autopropelido em via pública e não tem CNH precisa fazer o curso gratuito da Escola Pública de Trânsito, com 12 horas de carga horária e idade mínima de 16 anos. Já os ciclomotores de 50 cilindradas seguem a regra nacional do Contran.

Patinete, monociclo e outros autopropelidos exigem curso obrigatório em Brusque; veja como funciona
Foto: Reprodução
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Andar de patinete elétrico pelas ruas de Brusque não é mais só subir e acelerar. Quem conduz patinetes, monociclos, skates elétricos e outros equipamentos de mobilidade individual autopropelidos em via pública e não tem CNH precisa passar por um curso obrigatório, gratuito, oferecido pela Escola Pública de Trânsito (EPT), ligada à Secretaria de Trânsito e Mobilidade (Setram).

A exigência vem da Lei Municipal nº 4.789/2025, que criou regras próprias para a condução desses equipamentos no município, alinhadas às diretrizes nacionais. A partir dessa base legal, Brusque estruturou o Curso de Autorização para Conduzir Autopropelido (ACA).

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Como funciona o curso

A formação tem 12 horas no total, divididas em 8 horas de aulas teóricas e 4 horas de aulas práticas. A idade mínima é de 16 anos. O curso é gratuito e promovido pela EPT. A obrigatoriedade atinge quem vai circular em via pública e não possui carteira de habilitação tradicional.

Segundo a Setram, o programa continua ativo e não sofre alteração por causa das novas regras nacionais dos ciclomotores, um ponto que costuma gerar confusão entre os moradores.

Autopropelido não é ciclomotor

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Pela Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), são autopropelidos os equipamentos mais leves, com potência de até 1.000 W, comprimento de até 1,30 metro e velocidade máxima de 32 km/h. Eles não precisam de registro, placa, licenciamento nem habilitação nacional, mas seguem normas de circulação e, em Brusque, a regra municipal.

Já o ciclomotor é outra categoria: veículo de duas ou três rodas, com motor de até 50 cilindradas ou potência elétrica de até 4 kW e velocidade máxima de fabricação limitada a 50 km/h. Acima desses limites, o veículo passa a ser enquadrado como motoneta ou motocicleta.

O que mudou para os ciclomotores

Desde 1º de janeiro de 2026, os ciclomotores só podem circular se estiverem registrados no Renavam, com placa e licenciamento anual, da mesma forma que motos e carros. O condutor precisa ter a Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) ou a CNH categoria A. O prazo de regularização previsto pela Resolução 996 para os modelos sem registro terminou em 31 de dezembro de 2025. Em Brusque, o atendimento é feito no Ciretran, no Shopping River Mall, na Avenida Otto Renaux, bairro São Luiz.

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O capacete é obrigatório para quem conduz ciclomotor. A resolução também exige itens como espelhos retrovisores, farol, lanterna traseira, velocímetro e buzina.

Onde cada um pode andar

Ciclomotores são proibidos em ciclovias, ciclofaixas e calçadas. Em rodovias e vias de trânsito rápido, a circulação só é permitida onde houver acostamento ou faixa própria. Ciclovias e ciclofaixas são espaços de bicicletas e autopropelidos.

As multas

As penalidades para ciclomotores estão no Código de Trânsito Brasileiro. Pilotar sem ACC ou CNH A é infração gravíssima, com multa e retenção do veículo. Circular sem registro, placa ou licenciamento gera multa, pontos na carteira e pode levar o veículo ao pátio. A falta de capacete e o uso do ciclomotor em locais proibidos também são infrações específicas.

Brusque antecipou o debate

Segundo a Setram, o município já vinha organizando a micromobilidade antes da virada do ano, em uma fase de amadurecimento da discussão sobre circulação urbana.

“Quando o Contran atualiza uma norma dessa dimensão, ele não está apenas criando uma obrigação, mas está ajustando o sistema de trânsito para reduzir riscos e dar mais previsibilidade ao uso das vias”, afirmou o secretário da Setram, Emerson Luiz Andrade.

Para ele, o problema sempre foi a falta de padrão. “Os ciclomotores sempre tiveram grande presença no dia a dia das cidades, mas sem um padrão claro de documentação, licenciamento e habilitação. Com a habilitação obrigatória, o registro no Renavam e o licenciamento anual, nós conseguimos trazer mais responsabilidade para quem conduz e, ao mesmo tempo, mais segurança para todos que compartilham o espaço urbano”, disse.

O secretário destaca o caráter educativo do processo na cidade. “Nós fizemos um movimento antecipado, ouvindo a comunidade, montando um programa educativo sólido e oferecendo formação gratuita através da Escola Pública de Trânsito”, afirmou. Segundo ele, isso permitiu separar “de forma muito clara” o que diz respeito aos ciclomotores e o que pertence ao universo dos autopropelidos.

Para quem deseja realizar o curso, pode fazer a inscrição diretamente na Secretaria de Trânsito de Brusque, no endereço na rua Manoel Tavares, número 51, bairro Centro 1.

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