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“Errei porque eu fui otimista”: especialista mostra bancos e bolsa derretendo após reeleição de Lula

No mapa de ações mostrado por Bruno Perini, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil caíam até 31%; B3 acionou o circuit breaker pela primeira vez desde 2020

2º turnoApuração do 2º turno, domingo às 17hFlávio × Lula voto a voto, no Brasil, em SC, nas 5.570 cidades e no exteriorAcompanhar →
“Errei porque eu fui otimista”: especialista mostra bancos e bolsa derretendo após reeleição de Lula
Foto: Reprodução
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O especialista em investimentos Bruno Perini mostrou nos stories do Instagram, nesta segunda-feira (26), a bolsa brasileira derretendo no primeiro pregão depois da reeleição de Lula (PT). “Agora sim, mercado aberto”, diz ele no começo do vídeo, gravado diante do mapa de calor das ações do Ibovespa, quase todo em vermelho.

Os bancos lideravam as quedas. Na tela, o Itaú caía 16,85%, o Bradesco 21,59% e o Banco do Brasil 31,47%. A B3, dona da própria bolsa, despencava 45,45%, e a Localiza, 41,93%. A Petrobras recuava 8,49% nas ações ordinárias e 10,38% nas preferenciais. “Petrobras até que tá comportada, né?”, comentou Perini.

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Segundo ele, só as exportadoras subiam, porque o dólar disparou contra o real. No mapa, a Vale e a WEG apareciam no verde, e Perini citou também a Suzano. “WEG tem receita também vindo lá de fora. Então só o dólar salvou”, disse. No varejo, a Magazine Luiza chegou a cair quase 50%.

Circuit breaker pela primeira vez desde 2020

A B3 acionou o circuit breaker às 9h57, logo depois da abertura, e suspendeu os negócios por 30 minutos, mecanismo que trava o pregão quando o Ibovespa cai 10%. Foi a primeira vez desde março de 2020, no começo da pandemia. Na volta, o índice chegou à mínima de 169.516 pontos, queda de 17,34% em relação ao fechamento de sexta-feira (23), de 205.088 pontos.

À tarde, o Ibovespa caía cerca de 15%, perto dos 175 mil pontos. O dólar, que chegou a R$ 5,60 no início do pregão, seguia acima de R$ 5,40. Os juros futuros também dispararam: a taxa do DI para 2031 subiu quase 2 pontos percentuais.

Lula venceu Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, no domingo (25), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21%. Antes da eleição, o mercado apostava na vitória de Flávio e vinha comprando ações de bancos e estatais. Analistas atribuem a queda ao risco fiscal, com dúvidas sobre o Orçamento de 2027 e sobre a relação do governo com o Congresso.

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Leia também: URGENTE: Bolsa trava pela 1ª vez desde a pandemia e o dólar dispara a R$ 5,60 após a reeleição de Lula

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/economia/especialista-bancos-bolsa-derretendo-reeleicao-lula

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