O empresário Luciano Hang, dono da Havan, disse que o fim da escala 6×1 vai aumentar de 10% a 15% o custo da rede e que “alguém vai pagar essa conta”. A declaração foi dada em entrevista exclusiva ao Jornal Razão nesta segunda-feira (19), na sede administrativa da empresa, em Brusque, a seis dias do segundo turno.
O fim da escala 6×1, em que o trabalhador folga um dia a cada seis trabalhados, está em debate no país. Na pergunta, o JR citou a crítica da esquerda de que a direita faz “terrorismo” ao dizer que empresas vão fechar, e a comparação que a esquerda faz com o fim da escravidão.
“A esquerda vive de narrativas, não de fatos, não de verdades, e sim de mentiras”, respondeu Hang. Para ele, “a esquerda é campeã em narrativa”.
“Há um custo”
O empresário explicou a conta. “Se eu tô trabalhando menos e preciso colocar mais pessoas, há um custo. Quem tem um funcionário aumenta praticamente 100%, tem que botar dois. O cara que tem dois, tem que botar mais um, quase que aumenta 30%”, afirmou.

Na Havan, segundo ele, o impacto já foi calculado. “Nós, a gente fez o cálculo, vai aumentar 10 a 15%. Alguém vai pagar essa conta”, disse.
Hang afirmou que o custo vai para o preço dos produtos. “Aumentando os produtos com o mesmo salário, diminui o poder de compra, essa pessoa vai ter que arranjar um subemprego. E arranjando o subemprego, que podia trabalhar conosco, vai ter que trabalhar sem carteira assinada. A sociedade vai pagar por isso”, disse.
Pagamento por hora, como nos EUA
Como alternativa, o empresário defendeu a liberdade de cada trabalhador escolher quantas horas quer trabalhar, como nos Estados Unidos. Ele propôs que o funcionário receba por hora, com acerto toda semana, e que os impostos pagos sobre o salário venham na folha de pagamento.
“Por que não dá liberdade de escolha pro cidadão dizer: ‘ah, eu quero trabalhar dez horas por dia’, como acontece nos Estados Unidos. Trabalha por hora, ganha por semana, ganha bem e tem a liberdade de escolher o que quer fazer na vida”, disse.
Na mesma resposta, Hang afirmou que o comunismo “foi o sistema político que mais matou pessoas no mundo” e citou Rússia, China, Camboja, Cuba e Venezuela.
O segundo turno da eleição presidencial é no domingo (25). O Jornal Razão publica outros trechos da entrevista ao longo da semana.
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