O empresário Luciano Hang, dono da Havan, disse que nunca foi a Cuba porque “nunca pensei em dar dinheiro pra aqueles vagabundo lá”. A declaração foi dada em entrevista exclusiva ao Jornal Razão nesta segunda-feira (19), na sede administrativa da empresa, em Brusque, a seis dias do segundo turno.
Hang falou do assunto ao responder sobre as vezes em que foi multado por manifestar opinião política. “Eu falo aquilo que eu penso, isso se chama liberdade de expressão. Eu acho muito ruim a gente não poder, como empresário ou como cidadão, poder expor aquilo que pensa”, afirmou.
O empresário, de 64 anos, disse que viaja ao exterior desde 1988, quando tinha 26 anos, e que conhece “o mundo todo”. Ele contou que chegou à fronteira da Coreia do Norte, mas que nunca foi a Cuba.
Muro de Berlim
Hang contou que estava na Alemanha quando o Portão de Brandemburgo foi aberto entre as duas Alemanhas e que depois conheceu a Rússia e “todos os países da Cortina de Ferro”.
Ao entrar na Alemanha Oriental, ele viu “tudo caído, velho, carro velho, prédios velhos, sacadas caindo”. “Eu falei uma frase, disse assim: ‘Como pode tão poucos fazerem mal pra tantos?'”, lembrou. Segundo o empresário, a cúpula de um partido e de um governo deixou milhões de pessoas presas por décadas. “Isso é muita maldade”, disse.
“Bíblia embaixo do braço”
Questionado se os 220 milhões de brasileiros também estão presos, Hang respondeu que o país está “sem a liberdade que nós deveríamos ter”.
Para o empresário, um político deve ser “liberal na economia e conservador nos costumes”. Ele defendeu que o cidadão possa abrir o próprio negócio com rapidez e trabalhar quantas horas quiser. “Precisamos andar com a Bíblia embaixo do braço. A Bíblia não serve só pra religião. Ela é o nosso manual de vida”, afirmou.
O segundo turno da eleição presidencial é no domingo (25). O Jornal Razão publica outros trechos da entrevista ao longo da semana.
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