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Idosos usam inteligência artificial para restaurar fotos antigas de família em SC

Projeto Memórias Afetivas 60+, no CATI de São José, ensina participantes a digitalizar e recuperar retratos de pais e avós pelo celular

Idosos usam inteligência artificial para restaurar fotos antigas de família em SC
Foto: Reprodução
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Idosos de São José, na Grande Florianópolis, estão aprendendo a usar inteligência artificial para restaurar fotografias antigas de família. As aulas fazem parte do projeto Memórias Afetivas 60+ e acontecem no Centro de Atenção à Terceira Idade (CATI) do município.

Os participantes levam fotos de papel, muitas riscadas, desbotadas ou rasgadas, e aprendem a digitalizar e recuperar as imagens pelo celular. O resultado é um acervo digital com retratos de pais, avós e parentes que já morreram.

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Maria Helena Krieger, superintendente da Fundação Educacional de São José, explica que a proposta é dar aos idosos a sensação de pertencer a uma sociedade cada vez mais digital. “Eles estão numa sociedade digital, têm memórias antigas que estão esvanecidas pelo tempo”, afirma.

Segundo ela, a intenção é que cada aluno tenha autonomia para recuperar as próprias fotos. “Foi um sucesso. Já temos duas turmas formadas. Eles estão transformando as suas memórias de papel em memórias digitais”, diz.

Aulas do projeto Memórias Afetivas 60+ acontecem no CATI de São José

A rosa amarela

O projeto foi idealizado por Paulo Roberto Ramos, que trabalha com tecnologia há 40 anos e se diz apaixonado por fotografia. Ele conta que restaura fotos há muito tempo e que a mãe é uma das que mais pedem o serviço.

Em uma das imagens, ela aparecia jovem, com uma faixa branca no cabelo e uma rosa na mão. “Eu falei: que cor que é essa rosa? A rosa era amarela. Aí eu refiz tudo, ficou linda a foto”, relata. “É muito importante isso, porque a pessoa revive aquele momento.”

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Para Paulo, o trabalho é uma forma de aproximar as famílias de quem já partiu. “Muitas pessoas têm muita saudade de quem já se foi. Então é uma maneira de resgatar o passado”, afirma.

Um álbum trazido do Líbano

Entre os participantes, Sueli levou para a aula um álbum de família com fotos antigas que reuniu quando esteve no Líbano. São retratos de avós e de tios que ela não chegou a conhecer.

“Não sou só eu. Eu estou transmitindo a raiz do DNA para as minhas filhas, para os meus netos. Acho que isso é essencial para o ser humano, saber de onde veio”, diz.

Miriam Aparecida Medeiros, moradora de São José, lembra que as fotos dos antepassados se deterioram com o tempo e vê no curso também uma chance de ter contato com a inteligência artificial.

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O aposentado José Carlos Machado, morador do bairro Barreiros, resume o que sente ao ver as imagens recuperadas. “É poder resgatar pessoas antigas com quem a gente conviveu e que partiram já há muito tempo. Com a restauração dessas fotos, a gente revive novamente o que viveu no passado.”

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/educacao/idosos-inteligencia-artificial-restaurar-fotos-antigas-cati-sao-jose

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