Balneário Camboriú começou a receber totens com reconhecimento facial e leitura de placas veiculares como parte do Smart BC, sistema de videomonitoramento que atenderá espaços e prédios públicos. A primeira estrutura foi instalada na segunda-feira (19), no trecho-piloto da nova orla da Praia Central. Nesta fase, estão previstos oito equipamentos.
Os totens também permitem o cruzamento de informações com bancos de dados de procurados e a contagem de pessoas. As imagens são transmitidas em tempo real à central de monitoramento do telefone 153, da Guarda Municipal. Segundo a Prefeitura, a integração busca ampliar o acompanhamento das ocorrências e reduzir o tempo de resposta das equipes.
A contratação do sistema prevê investimento mensal de R$ 136.181,63, equivalente a R$ 1.634.179,56 por ano. O processo ocorreu por adesão à Ata de Registro de Preços gerenciada pelo município de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. A Secretaria de Governo, Inovação e Orçamento (Segov) é responsável pela gestão administrativa do contrato.
Além da orla, o Smart BC abrangerá unidades de saúde, prédios administrativos, equipamentos esportivos, espaços de atendimento ao cidadão, pontos de infraestrutura e áreas externas dos bens públicos. O monitoramento incluirá acessos, salas técnicas, depósitos, estacionamentos e outras instalações utilizadas pela administração municipal.
De acordo com a prefeita Juliana Pavan, a implantação utiliza recursos próprios do município. Ela afirmou que a Prefeitura pretende buscar uma parceria público-privada para ampliar a cobertura.
“Estamos trabalhando para que a nossa cidade esteja cada vez mais protegida. Isso é investimento próprio da Prefeitura, e vamos buscar uma parceria público-privada para ampliar esse serviço para todas as ruas de Balneário Camboriú”, declarou.
Os oito totens da primeira fase serão distribuídos nos seguintes locais:
- Avenida Atlântica, na altura da Rua 4600, no trecho-piloto da nova orla;
- Avenida Atlântica, nas proximidades do molhe da Barra Sul;
- Quinta Avenida, na esquina com a Rua Corupá;
- Avenida Brasil, na altura do Calçadão da Central;
- Avenida Brasil, na altura da Avenida Alvin Bauer;
- Avenida Palestina, na altura da Rua Paraguai;
- Avenida Atlântica, entre as ruas 1201 e 1131;
- Avenida Atlântica, nas proximidades do molhe do Pontal Norte.
O contrato inclui a locação de 1.440 câmeras de monitoramento fixo, 120 câmeras de leitura de placas, conhecidas como OCR, e 120 câmeras PTZ 360°. Também estão previstos software de gerenciamento de vídeo, servidor de rede de monitoramento, switches, nobreaks, caixas porta-equipamento, racks, postes e kits de infraestrutura, além de softwares de análise forense, análise de risco e reconhecimento facial.
As câmeras fixas serão utilizadas no acompanhamento de acessos, fachadas, corredores, pátios, estacionamentos e outros pontos dos prédios públicos definidos pela administração. Os equipamentos PTZ 360° permitirão ampliar a visualização de áreas abertas ou de maior extensão.
Já as câmeras OCR poderão registrar a circulação de veículos em acessos, estacionamentos e áreas externas vinculadas aos espaços monitorados. O software de gerenciamento permitirá centralizar, visualizar, organizar, buscar e recuperar as imagens captadas. Os demais equipamentos fornecerão suporte físico, lógico, elétrico e operacional ao sistema.
Segundo a Prefeitura, a instalação de câmeras com tecnologia de análise comportamental já começou nas unidades escolares. Uma equipe técnica será designada nos próximos dias para iniciar a implantação dos leitores de placas pela cidade e do monitoramento em prédios da Secretaria de Saúde, da Fundação Municipal de Esportes e no Paço Municipal.
O secretário de Governo, Inovação e Orçamento, Gilson Bordin, afirmou que os totens complementarão as ações de segurança pública desenvolvidas no município. Segundo ele, a ampliação das ferramentas pretende reforçar o trabalho das equipes e a proteção dos moradores.
A administração municipal aponta como objetivos da contratação a proteção patrimonial, a ampliação da cobertura, a melhoria da qualidade dos registros e a padronização da estrutura de videomonitoramento. O sistema também deverá facilitar a organização de imagens e evidências digitais relacionadas a eventuais ocorrências.
A infraestrutura funcionará de forma híbrida, com armazenamento e processamento em nuvem e em servidores locais. Conforme a Prefeitura, a proposta é utilizar os dados em tempo real para apoiar decisões nas áreas de segurança, mobilidade urbana e controle operacional.
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