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“Jovem revolucionária” convoca trabalhadores de Chapecó para reeleger Lula: “nojo da família Bolsonaro”

Militante do PCBR diz que passou quatro anos criticando o governo Lula, mas pede voto no petista e chama seguidores para estarem "prontos pra lutar, independente do resultado"

2º turnoApuração do 2º turno, domingo às 17hFlávio × Lula voto a voto, no Brasil, em SC, nas 5.570 cidades e no exteriorAcompanhar →
‘Jovem revolucionária’ convoca trabalhadores de Chapecó para reeleger Lula: “nojo da família Bolsonaro”
Foto: Reprodução
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A militante comunista Franceline Gularte, de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, publicou um vídeo nas redes sociais convocando trabalhadores a votar em Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). Na gravação, ela deixa claro o motivo do voto: “Eu não tô falando pra você morrer de amor por Lula, mas sim por nojo da família Bolsonaro e tudo o que ela representa”.

O vídeo foi publicado no Instagram no dia 14 de outubro com a legenda “Flavio bolsonaro e Lula, é tudo a mesma coisa???!!”. Logo no começo, Franceline admite que passou os últimos quatro anos criticando o governo Lula e diz entender quem deixou de votar ou anulou o voto no primeiro turno.

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Para ela, Lula e Bolsonaro são “gestores do capitalismo” que “atendem o interesse dos banqueiros, dos donos de terra, dos latifundiários”. Mesmo assim, afirma que “a abstenção não é neutra” e pede o voto no petista “pela memória das vítimas do genocídio Yanomami e da pandemia”.

No fim do vídeo, a militante chama os seguidores para a “Virada do Povo”, que ela descreve como dez dias de conteúdo sincronizado, até 24 de outubro, para “denunciar a intervenção dos Estados Unidos no Brasil”. “Intervenção essa que não começa e nem termina nas urna. A gente precisa estar pronto pra lutar, independente do resultado na urna nesse dia 25”, diz. Ela também afirma que “a Meta já tá tentando boicotar a gente”.

Quem é a militante

No Instagram, onde tem 7,8 mil seguidores, Franceline se apresenta como “jovem comunista, organizada no PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário)”, que luta “nas fileiras do meu partido com meus camaradas pela libertação da nossa classe trabalhadora”. Na apresentação fixada no perfil, ela se define como militante do PCBR, feminista, vegana, artista e “educadora popular do Contestado”, e escreve que o que tem a oferecer é “ódio de classe”. A bio traz o lema “Ousar lutar, ousar vencer! Organize-se!”.

No dia do primeiro turno, 4 de outubro, Franceline publicou um vídeo com a frase “queria tá em Pernambuco, ao invés disso to no terceiro Reich (santa catarina)” e a legenda “não falem comigo hoje”. A publicação passou de 3,6 mil curtidas e 300 comentários.

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Vídeo publicado por Franceline no dia do primeiro turno (Reprodução/Instagram)

Em um dos comentários, um seguidor escreveu: “Já que você tá por aí, muda seu nome pra Lyudmila Pavlichenko e faz um favor pra gente”. Lyudmila Pavlichenko foi uma atiradora de elite do Exército Vermelho, creditada com 309 mortes na Segunda Guerra Mundial. Franceline respondeu ao comentário com “amém 🙌”.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/jovem-revolucionaria-convoca-trabalhadores-chapeco-reeleger-lula-nojo-familia-bolsonaro

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