Mesmo após onda de solidariedade, cavalo Haaland não resiste aos maus-tratos no Sul de SC
Animal mobilizou voluntários e comunidade, mas estado grave impediu recuperação; protetores exigem punição do responsável e realizam necropsia para laudo judicial, em Forquilhinha. Foto: Divulgação
Por Equipe Jornal Razão·12 ago 2026·5 min de leitura·Atualizado há 6 dias
Foto: Reprodução
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Uma história marcada por sofrimento, esperança e uma corrida contra o tempo teve um desfecho doloroso em Forquilhinha. Haaland, o cavalo que sensibilizou a região após ser resgatado em estado gravíssimo de maus-tratos,não resistiu às complicações do seu quadro debilitado e morreu no último sábado (8), após dias de intensa luta pela vida.
O resgate foi conduzido por Christophe Maximiano de Lima e Luiz Wagner Pereira, que conseguiram autorização para retirar o animal do local onde se encontrava abandonado e com uma severa lesão numa das patas. Os protetores agiram rápido: garantiram atendimento veterinário, medicação, água, alimentação adequada e um espaço seguro, alimentando a esperança de fortalecer Haaland para que passasse por uma cirurgia.
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Apesar de extremamente fraco, o cavalo demonstrava vontade de viver e conseguia parar em pé durante alguns momentos do dia com o apoio dos voluntários. No sábado, porém, a saúde do animal piorou drasticamente. Após se erguer pela manhã e permanecer em pé por cerca de duas horas, Haaland voltou a deitar e não conseguiu mais se levantar.
Ele foi encaminhado às pressas para o hospital veterinário da Unibave por volta das 14h, onde a equipe avaliava a possibilidade de cirurgia ou internação prolongada. Contudo, por volta das 22h, veio a notícia devastadora: Haaland havia morrido.
Prestação de contas e busca por justiça
Os organizadores da campanha informaram que todas as doações recebidas serão destinadas para quitar as despesas com exames, internação e procedimentos veterinários de Haaland. Caso sobre algum valor, o recurso ajudará a pagar contas em aberto de outros resgates efetuados por protetores independentes da região.
Para garantir que o caso não fique impune, uma necropsia foi autorizada. O laudo com a causa exata da morte e as condições do animal será anexado ao processo de maus-tratos para responsabilizar o ex-tutor perante a Justiça.