Santa Catarina registrou 170 denúncias de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral desde o início da campanha das Eleições 2026, em 16 de agosto. Os dados foram contabilizados pela Justiça Eleitoral até as 18h10 desta terça-feira (25) e incluem ocorrências comunicadas por meio do aplicativo Pardal.
Florianópolis concentra o maior número de registros no estado, com 47 denúncias. Blumenau aparece na sequência, com 13. Balneário Camboriú, Jaraguá do Sul e Palhoça contabilizam nove ocorrências cada.
Entre as denúncias feitas em Santa Catarina, 80 estão relacionadas a irregularidades em vias públicas, o equivalente a 47,05% do total registrado no estado. Outros 34 casos envolvem situações ocorridas na internet. Juntas, as duas categorias representam mais de dois terços das comunicações encaminhadas pelo Pardal no período.
Em todo o país, 4.402 denúncias foram registradas pelo aplicativo desde o início da campanha eleitoral. São Paulo lidera o levantamento, com 803 ocorrências, seguido pela Bahia, com 389, Rio Grande do Sul, com 380, Minas Gerais, com 360, e Pernambuco, com 351.
Santa Catarina ocupa a 10ª posição entre os estados com maior número de denúncias.
As irregularidades em vias públicas também representam a principal categoria de denúncias no país. No Brasil, elas correspondem a 35,93% dos registros, enquanto em Santa Catarina o percentual chega a 47,05%.
Na divisão das ocorrências por cargo disputado, candidatos a deputado estadual aparecem relacionados a 1.647 registros. Candidatos a deputado federal somam 1.391 denúncias.
O Pardal é uma ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento de denúncias sobre possíveis irregularidades na propaganda eleitoral, tanto em espaços públicos quanto na internet. O aplicativo é gratuito e está disponível para celulares com sistemas iOS e Android.
Para utilizar a ferramenta, o eleitor precisa se autenticar pelo e-Título ou pela plataforma Gov.br. No registro, é possível relatar a situação e anexar fotos, vídeos, áudios e endereços eletrônicos relacionados ao fato denunciado.
Após o envio, o sistema gera um número de protocolo para acompanhamento. As ocorrências são encaminhadas para análise da Justiça Eleitoral e podem ser direcionadas à zona eleitoral responsável. Dependendo do caso, a denúncia pode ser transformada em processo judicial.
Casos relacionados à desinformação eleitoral devem ser comunicados pelo Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade). Situações que possam configurar crimes eleitorais também podem ser encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral.
O funcionamento da ferramenta é regulamentado pela Portaria TSE nº 451/2026. O sistema é dividido em Pardal Móvel, utilizado pelos eleitores para registrar denúncias; Pardal ADM, destinado à gestão das ocorrências pela Justiça Eleitoral; e Pardal Web, que disponibiliza as estatísticas dos registros.














