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Não pediu esmola, pediu emprego: a história do vendedor de paçoca que emocionou São João Batista

Seu Marcos, de 51 anos, pediu vaga de vigia ao receber oferta de marmita; vídeo do empresário Mablo Rosa passou de 580 mil visualizações

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Não pediu esmola, pediu emprego: a história do vendedor de paçoca que emocionou São João Batista
Foto: Reprodução
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Seu Marcos, de 51 anos, vende paçoca há quase um mês em frente a um restaurante em São João Batista. Na quarta-feira (28), o empresário Mablo Rosa, que frequenta o restaurante, foi até ele oferecer uma marmita depois do almoço. A resposta dele foi que não estava incomodando ninguém. Em seguida, perguntou se o restaurante não precisava de alguém para olhar o local à noite.

Mablo publicou a conversa no Instagram. Até a noite desta quinta (29), o vídeo tinha passado de 580 mil visualizações. O comentário mais curtido destacou que o vendedor não pediu ajuda, pediu emprego. Centenas de pessoas pediram o Pix dele.

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Na quinta, Mablo voltou a procurar o vendedor e perguntou se ele sabia que tinha ficado famoso. “Ainda não”, respondeu seu Marcos. Os dois almoçaram no sítio da família do empresário. Lá, seu Marcos contou a própria história.

Segundo ele, foi criado por uma senhora que a mãe pagava para cuidar dele e depois passou por um orfanato, de onde fugiu por volta dos 13 anos. Engraxou sapato, lavou prato em restaurante e virou vendedor ambulante nas praias de Santa Catarina. Aos 18, aprendeu espanhol e saiu de mochila pelo Uruguai, pelo Paraguai e pela Argentina.

Seu Marcos no primeiro encontro com o empresário Mablo Rosa, em São João Batista

Ele contou que viveu 24 anos fora do Brasil e que, na Argentina, trabalhou como artista de rua caminhando e pulando sobre vidro. Na pandemia, ficou sem poder se apresentar e não conseguiu pagar o aluguel. Disse que acabou em situação de rua e foi mandado de volta ao Brasil por estar irregular no país, “só com a roupa do corpo”.

Hoje, seu Marcos mora num quartinho nos fundos da casa dos pais, que são idosos. Vende paçoca dia sim, dia não para ajudar com luz, água e remédios. Ele perdeu os dentes e tem dificuldade para comer. “Um dia ainda vou voltar a sorrir”, disse.

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Mablo afirmou que a prioridade é o tratamento dentário, com um dentista parceiro ou uma vaquinha, e que vai conversar com empresários da região sobre uma vaga de vigilante com carteira assinada. O corte de cabelo e barba ficou para sexta-feira (30). O sonho de seu Marcos é comprar uma Kombi para fazer fretes. “Eu só quero uma oportunidade”, resumiu.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/geral/vendedor-pacoca-pediu-emprego-sao-joao-batista

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