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Donas de clínica clandestina para mulheres são presas e polícia acha duas pacientes sumidas em SC

Presas em São Francisco do Sul, as responsáveis pela clínica de Schroeder são suspeitas de maus-tratos, cárcere privado e estelionato; mais de 20 vítimas foram identificadas

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Imagem: Polícia Civil/Divulgação: Donas de clínica clandestina para mulheres são presas e polícia acha duas pacientes sumidas em SC
Imagem: Polícia Civil/Divulgação
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Duas mulheres responsáveis por uma clínica clandestina de acolhimento de mulheres em Schroeder, no Norte de Santa Catarina, foram presas preventivamente na manhã desta quinta-feira (29), em São Francisco do Sul. A operação foi da Delegacia de Polícia de Schroeder, com apoio da Delegacia de Guaramirim e da DEAM de Jaraguá do Sul. O escrivão Marco Willians, responsável pela delegacia de Schroeder, conduziu os trabalhos sob a coordenação do delegado Evandro de Abreu, titular da comarca de Guaramirim.

Durante as diligências, os policiais localizaram duas mulheres que estavam sem contato com a família desde que as investigadas as tiraram da clínica. No momento da prisão, a equipe também identificou uma casa com vários quartos que, segundo a Polícia Civil, seria usada para instalar outra clínica clandestina.

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De acordo com a investigação, a instituição funcionou em São João Batista e em Major Gercino antes de se estabelecer no bairro Duas Mamas, em Schroeder. Depois de denúncias e fiscalizações, as responsáveis teriam tentado retirar pacientes às escondidas para fugir da ação das autoridades.

Interdição em 15 de outubro

A clínica foi interditada em 15 de outubro, numa operação conjunta da Polícia Civil com órgãos municipais, depois de denúncias de irregularidades e violações de direitos humanos. A Vigilância Sanitária cumpriu a ordem judicial de interdição do imóvel. Cinco mulheres estavam internadas, e uma delas contou que tinha sido levada à força e mantida no local contra a própria vontade. As cinco passaram por avaliação de saúde e foram levadas ao Creas de Schroeder, que ajudou no contato com as famílias.

Quarto mostrado nas imagens divulgadas pela Polícia Civil

Mais de 20 vítimas

Até agora, mais de 20 vítimas diretas e indiretas foram identificadas. O inquérito apurou que os familiares eram levados a acreditar que a instituição era regularizada e tinha equipe médica especializada. Além da mensalidade, eles pagavam por consultas e exames que não eram feitos.

As investigadas são suspeitas de maus-tratos, cárcere privado, internações irregulares e estelionato. Entre as denúncias estão agressões, restrição de contato com familiares, privação de medicamentos e condições inadequadas de alimentação e higiene.

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Corredor com vários quartos nas imagens da Polícia Civil

As presas foram levadas ao sistema prisional e seguem à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua investigando o caso.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/seguranca/donas-clinica-clandestina-mulheres-presas-sc

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