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“Esperava carinho”: visitante dá tapa na cara de macaco-prego e derruba animal de ponte em parque de SC

Vídeo divulgado nas redes sociais no domingo (9) mostra homem oferecendo galho ao primata antes de agredi-lo; administração do parque diz ter encaminhado as imagens às autoridades

“Esperava carinho”: visitante dá tapa na cara de macaco-prego e derruba animal de ponte em parque de SC
Foto: Reprodução
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Atualização: a Polícia Civil identificou os dois envolvidos no caso, um homem de 22 anos, suspeito da agressão, e uma mulher de 19 anos que teria gravado o vídeo. Leia os detalhes na nova reportagem.

O galho estendido parecia um gesto de aproximação. Um homem se inclina na direção de um macaco-prego, oferece um ramo de planta ao animal e, no segundo seguinte, desfere um tapa no rosto do primata, que despenca da ponte de madeira onde estava. Ao fundo, ouvem-se risos. A cena foi gravada dentro do Parque Ecológico de Maracajá, no Sul de Santa Catarina, e viralizou depois que um biólogo divulgou as imagens nas redes sociais no domingo (9), denunciando o ato de violência contra o animal.

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Segundo a administração do parque, o primeiro registro do caso circulou em 26 de julho, mas a direção só tomou conhecimento do episódio na segunda-feira (10). No mesmo dia, informou ter encaminhado as imagens às autoridades para que o caso seja apurado.

A agressão aconteceu em um dos espaços mais visitados do Sul catarinense. O Parque Ecológico Municipal de Maracajá, situado às margens da BR-101, na altura do km 403, ocupa 112 hectares de Mata Atlântica original e funciona como unidade de conservação ambiental, abrigando mais de cem animais de vida livre, entre mamíferos, aves e répteis.

Principal atração do parque

Os macacos-prego, que somam cerca de 180 indivíduos no local, são a principal atração do espaço, que conta com trilha suspensa, ponte pênsil e mirante de 20 metros de altura.

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Daniéla Gonçalves, presidente do Instituto Marakinho, entidade que atua no parque e responde pela reabilitação e pelos cuidados dos animais, afirmou que episódios como o registrado no vídeo comprometem o trabalho de conservação e prejudicam a convivência entre visitantes e bichos.

“Eles acabam interpretando que a pessoa que vai chegar perto vai ser um agressor, então começa a aumentar o conflito”, explicou.

Ela reforçou que os visitantes devem respeitar o espaço, evitando alimentar ou tocar nos macacos. As orientações são repassadas na recepção e por placas espalhadas pelo parque, que promove a conscientização sobre a importância de manter animais silvestres em seus ambientes naturais.

Maus-tratos são crime

Maus-tratos contra animais silvestres são crime previsto na legislação ambiental brasileira, com pena que pode chegar a reclusão, além de multa. Cabe agora às autoridades identificar o autor da agressão a partir das imagens encaminhadas pela administração do parque.

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Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Militar Ambiental e a Polícia Civil não haviam se manifestado sobre a apuração do caso.

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