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Fux cita preso morto e comido em churrasco no Maranhão e Dino rebate: “hoje é um exemplo positivo”

Dino lembrou no plenário do STF que o caso de Pedrinhas é de 2013 e que só governou o Maranhão a partir de 2015; Fux disse que citou o estado apenas como exemplo

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Fux cita preso morto e comido em churrasco no Maranhão e Dino rebate: “hoje é um exemplo positivo”
Foto: Reprodução
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O ministro Luiz Fux citou no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (21), o caso de um preso que foi morto por uma facção rival e teve o fígado assado e comido pelos mandantes em um churrasco no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, “na terra do ministro Flávio Dino”. Dino rebateu e disse que o estado “hoje é um exemplo positivo, com a graça de Deus”.

A troca entre os dois ministros aconteceu no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7781, apresentada pela Associação dos Policiais Penais do Brasil contra a Lei Complementar 1.416/2024, de São Paulo, que organiza a carreira da Polícia Penal no estado. A relatora é a ministra Cármen Lúcia.

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Ao acompanhar o voto da relatora, Fux quis chamar a atenção para o risco do trabalho dos policiais penais. “Os presídios têm exatamente muitos líderes de organizações criminosas, e eles são cruéis”, afirmou. Em seguida, lembrou o motim em Pedrinhas, “hoje Complexo Penitenciário de São Luís, no Maranhão, na terra do ministro Flávio Dino”.

Fux leu um relato sobre o presídio: “Motins violentos com assassinato por enforcamento faziam parte da paisagem local”. Depois, citou o ato de canibalismo ocorrido em 2013, “quando um preso foi morto por uma facção rival e teve seu fígado assado e comido pelos mandantes em um churrasco”. O ministro também mencionou o sistema prisional de Mato Grosso, estado do decano Gilmar Mendes, e concluiu: “Não há lugar bom em lugar nenhum”.

O ministro Luiz Fux durante a sessão plenária do STF desta quarta-feira (21) (Foto: Reprodução/TV Justiça)

O ministro Alexandre de Moraes pediu a palavra para explicar um artigo da lei paulista citado por Fux, o que diz que o policial penal trabalha “em condições precárias de segurança”. Segundo Moraes, o texto aparece em todas as leis das polícias penais e serve para que o policial não possa se recusar a ser convocado no meio de uma rebelião.

Na sequência, Dino fez questão de separar o caso do período em que governou o Maranhão. “Apenas pra que não fique nenhuma dúvida, a notícia que Vossa Excelência leu é do ano de 2013. Apenas pra deixar claro isto. Quando eu tive a honra de governar o Maranhão, foi a partir de 2015”, disse.

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Fux respondeu que não quis se referir à gestão do colega e que citou o Maranhão apenas como exemplo, assim como o Rio de Janeiro. “Hoje tá um dia de mal-entendidos aqui”, afirmou. Dino fechou: “Era um exemplo. Era. Hoje é um exemplo positivo, com a graça de Deus”. Fux completou: “Graças a Vossa Excelência, certamente”.

No julgamento, o STF seguiu o voto de Cármen Lúcia. A Corte não analisou um dos dispositivos questionados e, no restante, julgou a ação improcedente, mantendo a lei paulista que organiza a carreira da Polícia Penal.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/justica/fux-preso-comido-churrasco-maranhao-dino-exemplo-positivo

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