Depois de um período marcado por temporais e estragos em diversas regiões, Santa Catarina começa a semana com o retorno do tempo firme. A circulação marítima perde força no Litoral, permitindo que o sol predomine entre poucas nuvens, embora chuvas fraca e passageiras ainda possam ocorrer nos extremos do dia.
As temperaturas sobem rapidamente: no Grande-Oeste e no Litoral Sul, as máximas já superam os 30 °C no início da semana. O pico do calor ocorre nesta terça-feira (18), quando os termômetros podem ultrapassar os 32 °C no Grande-Oeste, Litoral Norte, Baixo Vale do Itajaí e Litoral Sul, com mínimas anormalmente altas que podem atingir 25 °C.
A Defesa Civil alerta para risco moderado de desconforto térmico, desidratação e agravamento de problemas cardiorrespiratórios, recomendando hidratação constante e cuidados redobrados com crianças e idosos.
Risco de novos temporais
A estabilidade dura pouco. Já na quarta-feira (19), a nebulosidade aumenta em todo o Estado, trazendo a possibilidade de chuvas isoladas no Grande-Oeste e Planalto Sul entre o fim da manhã e o início da tarde, o que conterá a elevação das temperaturas.
O cenário fica mais crítico entre quinta (20) e sexta-feira (21), quando a formação de um novo sistema frontal no Rio Grande do Sul favorece o retorno dos temporais, especialmente nas áreas catarinenses próximas à divisa com o território gaúcho. A Defesa Civil monitora o avanço do sistema e orienta a população a acompanhar as atualizações diárias dos boletins meteorológicos.
Rastro de destruição
A trégua do tempo chega após dias devastadores. Em Bocaina do Sul, a intensidade das chuvas provocou estragos graves em estradas e pontes, inviabilizando o transporte escolar e a mobilidade urbana, o que levou a prefeitura a decretar Situação de Emergência.
Em Santo Amaro da Imperatriz, a chuva causou uma tragédia na madrugada do último domingo (16). Um deslizamento no bairro Varginha atingiu uma residência com quatro moradores.

Katrina Karla do Nascimento dos Passos, de 44 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu após ser levada ao hospital, enquanto uma criança de 10 anos precisou de atendimento médico e foi encaminhada ao Hospital Infantil. O imóvel segue interditado por danos estruturais e risco contínuo de novos desmoronamentos.
























