As diferenças de chuva, vento e temperatura entre bairros e comunidades de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, passarão a ser acompanhadas de forma mais localizada. O município instalou oito estações meteorológicas em áreas urbanas e rurais para ampliar o monitoramento em tempo real e auxiliar as ações da Defesa Civil.
Os equipamentos conseguem reunir quase 50 tipos de informações. A rede registra, entre outros dados, temperatura e umidade do ar, pressão atmosférica, velocidade e direção dos ventos, rajadas, quantidade e intensidade da chuva, radiação solar e índice UV.
A intenção é identificar não apenas a ocorrência de um fenômeno meteorológico, mas também onde ele está concentrado e com qual intensidade. Isso ocorre porque uma mesma chuva, por exemplo, pode atingir de maneiras diferentes regiões de Chapecó.
As informações devem servir de apoio para a prevenção e resposta a situações envolvendo temporais, alagamentos, ventos fortes e alterações rápidas de temperatura. Segundo o diretor de Proteção e Defesa Civil de Chapecó, Walter Parizotto, a distribuição dos equipamentos foi planejada para aumentar a cobertura do território municipal.
Como referência, foi considerada uma distância máxima de aproximadamente cinco quilômetros entre os pontos. A instalação, porém, também levou em conta a disponibilidade de locais considerados seguros para os equipamentos e a existência de sinal de celular.
O monitoramento terá ainda aplicação no campo. Agricultores poderão consultar informações sobre chuva, vento e temperatura antes de definir atividades relacionadas ao manejo das lavouras.
Um dos indicadores fornecidos pelas estações é o Delta T, que relaciona condições de temperatura e umidade e pode ser utilizado para avaliar o momento adequado para pulverizações. Para o diretor de Agricultura Familiar e Pesca de Chapecó, Antônio Dal Piva, o acesso a informações mais precisas pode auxiliar no planejamento das atividades e na redução de perdas nas propriedades.
O Autódromo Internacional de Chapecó também recebeu um dos equipamentos. Nesse caso, dados como vento, umidade, ponto de orvalho e possibilidade de formação de cerração poderão auxiliar na avaliação das condições da pista e na definição dos horários das provas.
Por enquanto, as informações ficam concentradas em um software utilizado pelos próprios equipamentos. A prefeitura trabalha em parceria com universidades da região para criar um sistema municipal que reúna os registros das oito estações.
A previsão é que essa plataforma esteja disponível para consulta pública em até 60 dias. A proposta é permitir que moradores acompanhem pelo celular as condições meteorológicas registradas em diferentes bairros e comunidades.
Além do autódromo, há estações no Centro de Capacitação para Geração de Emprego, no distrito de Marechal Bormann; na Praça Jacaré, no Goio-Ên; na base da Guarda Municipal; na Prefeitura Municipal, nos altos da Avenida Getúlio Vargas; no CEIM Alto da Serra; no Novo Distrito Industrial da Linha Simonetto; e na EBM Água Amarela.















