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Estuprador condenado a 24 anos de prisão era dono de “zona” com “escravas” em Navegantes

Vítimas trabalhavam sob ameaça de dívidas forjadas de até R$ 10 mil e eram proibidas de sair. Operação da Polícia Civil resgatou garotas de programa e prendeu a esposa do criminoso, que gerenciava o estabelecimento enquanto o marido segue foragido.

Estuprador condenado a 24 anos de prisão era dono de “zona” com “escravas” em Navegantes
Foto: Reprodução
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Por trás das luzes opacas e da fachada de entretenimento de uma casa noturna às margens da BR-470, em Navegantes, funcionava uma rotina de exploração e medo. Na manhã desta quinta-feira (10), uma operação conjunta da Polícia Civil de Navegantes, com apoio das delegacias de Balneário Piçarras e de Combate às Drogas (DECOD) de Itajaí, invadiu o imóvel para cumprir mandados de busca e prisão. O que as equipes encontraram no local não era apenas a exploração da prostituição, mas a materialização do trabalho análogo à escravidão e do cárcere privado velado.

A investigação, iniciada em 6 de julho de 2026, revelou que o estabelecimento era comandado por um casal com histórico brutal. O verdadeiro proprietário do local é um foragido da Justiça com uma pena de quase 24 anos de prisão a cumprir pelos crimes de estupro, tortura e manutenção de casa de prostituição. Mesmo escondido para não ir para a cadeia, ele continuava a lucrar com o sofrimento alheio.

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No imóvel, quem ditava as regras e mantinha o controle diário era sua companheira, responsável por gerenciar a rotina de abusos contra as “garotas de programa” e demais funcionários.

Alimentação cobrada e multas de R$ 10 mil

O sistema criado pelo casal impedia que as mulheres deixassem o local. Além de cobrar pelo aluguel dos quartos onde os atendimentos ocorriam, a administradora confiscava todo o dinheiro arrecadado pelas trabalhadoras. A justificativa oficial era o ressarcimento de custos com bebidas e alimentação consumidas no próprio espaço, valores estes inflacionados arbitrariamente.

Para garantir que ninguém saísse, a gerência inventava “multas” abusivas por qualquer descumprimento de regra interna. Em pouco tempo, as vítimas viam seus ganhos desaparecerem e se descobriam presas a dívidas fictícias que chegavam a R$ 10.000,00. Sob o pretexto dessa pendência financeira impagável, as mulheres eram formalmente proibidas de sair da casa, vivendo sob chantagem constante e vigilância estrita.

Resgate e a caça ao foragido

Durante a ação policial, a mulher que administrava o local foi presa em cumprimento a mandado de prisão preventiva e encaminhada ao Presídio de Itajaí. As vítimas mantidas no imóvel foram resgatadas e conduzidas à Delegacia de Polícia de Navegantes, onde prestaram depoimento e receberam o atendimento das autoridades.

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O imóvel foi alvo de busca e apreensão para a coleta de novos documentos e provas da extorsão. A Polícia Civil mantém as buscas na região para localizar o proprietário e foragido condenado por estupro, reiterando que as investigações continuam para desmantelar por completo a rede de apoio que permitia ao criminoso operar à distância.

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