Um homem condenado a 28 anos de prisão por latrocínio no Pará foi preso na comunidade do Morro da Caixa, no bairro Capoeiras, em Florianópolis. Willame Cruz Chaves estava foragido da Justiça e se escondia na região continental da capital catarinense.
A prisão aconteceu durante patrulhamento reforçado na comunidade. Segundo a Polícia Militar, moradores vinham relatando disparos de arma de fogo na localidade nos últimos dias, e o policiamento na área foi intensificado justamente por causa dessas reclamações.
Willame estava no portão de uma residência quando percebeu a aproximação dos policiais. Em vez de permanecer no local, entrou rapidamente para o quintal da casa. A reação chamou a atenção da guarnição, que decidiu fazer a abordagem.
Nada de ilícito foi encontrado com ele. Durante toda a abordagem, o homem insistiu que era trabalhador e afirmou não ter passagens pela polícia.
A versão começou a cair quando os policiais consultaram os sistemas. No banco de dados estadual, o nome realmente não aparecia: Willame não tinha registros em Santa Catarina. A checagem seguinte, no Banco Nacional de Mandados de Prisão, mudou o cenário e apontou um mandado em aberto contra ele pelo crime de roubo com resultado morte.
O latrocínio é o roubo em que a vítima acaba morta, e está entre os crimes mais graves previstos na legislação brasileira, com pena que pode chegar a 30 anos de prisão. No caso de Willame, a condenação foi de 28 anos.
Natural do Pará, ele havia deixado o estado e estava abrigado no Morro da Caixa, onde a Polícia Militar acredita que vinha efetuando os disparos que motivaram as reclamações dos moradores.
Confirmado o mandado, Willame foi preso e encaminhado à Penitenciária da Capital, onde permanece à disposição da Justiça.
O Morro da Caixa fica em Capoeiras, uma das comunidades mais populosas da parte continental de Florianópolis. A ocorrência reforça um padrão já conhecido pelas forças de segurança catarinenses: foragidos de outros estados que buscam em Santa Catarina um lugar para desaparecer, e acabam entregues pelo próprio comportamento na rua.















