Mais de 600 pinguins-de-magalhães encalham em praias de SC e só 50 são resgatados com vida
Segundo o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, executado pela Univille, os registros foram feitos entre maio e 20 de julho em Itapoá, São Francisco do Sul, Balneário Barra do Sul e Araquari. Fotos: MP-BS/Univille
Por Equipe Jornal Razão·28 jul 2026·4 min de leitura·Atualizado há 21 dias
Foto: Reprodução
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De cada dez pinguins encontrados nas praias do Norte e do Litoral Norte de Santa Catarina nos últimos meses, menos de um estava vivo. Desde maio até o dia 20 de julho, mais de 600 pinguins-de-magalhães apareceram encalhados na faixa de areia de quatro municípios da região, e apenas 50 foram resgatados ainda respirando.
Os números são do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado pela Univille, que registrou as ocorrências emItapoá, São Francisco do Sul, Balneário Barra do Sul e Araquari.
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Segundo a médica veterinária responsável pelo PMP-BS/Univille, Giulia Lemos, o alto número de encalhes está diretamente ligado ao período migratório da espécie, que passa pela costa catarinense nesta época do ano.
Desgaste da viagem
Durante a migração, muitos pinguins jovens chegam ao litoral de Santa Catarina debilitados pelo desgaste da viagem. É nesse estado que boa parte deles acaba na areia, sem força pra voltar ao mar.
Os animais podem apresentar a chamada síndrome do pinguim encalhado, um quadro que reúne sinais como anemia, desnutrição severa, desidratação e baixa condição corporal.
O problema não para no desgaste natural.
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“Além disso, eles podem ingerir lixo e se emalhar em redes de pesca”, explica Giulia.
Do resgate à soltura
Quando um pinguim é encontrado vivo, começa uma corrida contra o relógio. Após o resgate, os animais são encaminhados para atendimento veterinário e passam pela estabilização do quadro de saúde.
Recuperados, eles seguem para a etapa de reabilitação na Associação R3 Animal. Lá, os pinguins realizam testes de nado, impermeabilização das penas e outros procedimentos que garantem que a ave está pronta pra sobreviver sozinha no oceano.
Só depois de vencer todas essas etapas é que acontece a soltura e o retorno ao ciclo migratório.
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Neste ano, oito pinguins já foram estabilizados pela equipe da Univille e seguiram para a fase de reabilitação.
Atualmente, outros sete animais permanecem internados na base do PMP-BS/Univille, em São Francisco do Sul, onde seguem em tratamento.