Uma mulher de 39 anos foi atingida por um raio na Praia da Pinheira, em Palhoça, na Grande Florianópolis, na tarde desta sexta-feira (28). Uma câmera instalada de frente para o mar registrou o momento exato em que a descarga elétrica desceu do céu e estourou na faixa de areia, às 18h03, com o tempo já fechado sobre a praia.
As imagens mostram o clarão tomando a tela por inteiro e o ponto de impacto acendendo junto à vegetação da beira-mar, entre a rua e a arrebentação. Segundo relatos de moradores da região nas redes sociais, o estrondo foi ouvido de bairros vizinhos e a tempestade que atingiu a orla naquele fim de tarde durou pouco, mas veio carregada de descargas elétricas.
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina informou que a guarnição foi acionada às 18h15, ainda durante a tempestade. Ao chegar, a equipe encontrou a mulher caída na areia e sem sinais vitais.
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Conforme o relato repassado aos socorristas, a mulher havia sido atingida diretamente pela descarga. Durante a avaliação, os bombeiros identificaram no corpo dela marcas compatíveis com queimaduras nos pontos de entrada e saída da corrente elétrica — o rastro que o raio deixa ao percorrer o organismo de ponta a ponta.
As manobras de reanimação começaram ali mesmo, na faixa de areia, e continuaram durante todo o transporte até a UPA do Sonho, a unidade de pronto atendimento mais próxima da orla.
Na unidade de saúde, a equipe médica deu continuidade ao atendimento. A mulher recebeu três choques elétricos e, após os procedimentos, voltou a apresentar sinais vitais. Ela permaneceu sob os cuidados da equipe médica. O estado de saúde dela não foi divulgado até a publicação desta reportagem.
O que faz um raio ser tão letal na praia
A faixa de areia é um dos piores lugares para se estar durante uma tempestade elétrica. Sem árvores altas, postes ou construções por perto, uma pessoa em pé na areia vira o ponto mais elevado de uma superfície plana — exatamente o que a descarga procura ao se aproximar do solo.
Some-se a isso a areia molhada e a água salgada, que conduzem eletricidade com facilidade e espalham a corrente pelo chão. Por isso, mesmo quem não é atingido diretamente pode sofrer os efeitos da chamada tensão de passo, quando a energia se dissipa pelo solo e atravessa o corpo de quem está a poucos metros do ponto de impacto.
A orientação das autoridades é deixar a praia ao primeiro trovão, mesmo com o céu ainda aberto, e buscar abrigo em uma construção fechada ou dentro de um veículo com as janelas fechadas. Ficar embaixo de árvores, quiosques abertos ou próximo a estruturas metálicas aumenta o risco.
Santa Catarina segue sob alerta de temporais
A ocorrência aconteceu no mesmo dia em que Santa Catarina entrou em alerta para tempestades. Uma frente fria avança sobre o Estado e um ciclone se aproxima da Região Sul, cenário que deve manter as pancadas de chuva, as rajadas de vento e as descargas elétricas ao longo de todo o fim de semana.
Os acumulados de chuva entre esta sexta-feira (28) e domingo (30) podem passar dos 200 milímetros em áreas do Sul do Brasil, com risco de queda de granizo em regiões catarinenses. A recomendação é evitar a orla, praias e áreas abertas sempre que o tempo fechar.














