Uma chuva torrencial que caiu em pouco tempo fez a água descer com força pelo leito do Rio Capinzal e, por volta das 20h deste sábado (15), o rio já tinha saltado as margens e ameaçava a área central de Capinzal, no Oeste catarinense. Em poucos minutos, a correnteza avançou sobre a Avenida Presidente Nereu Ramos, uma das principais da cidade, e chegou à região do primeiro semáforo do centro.
Registros feitos às 20h12 mostram o rio completamente fora da calha, com ondas de água barrenta arrastando galhos e detritos em direção ao centro. O volume assustou os moradores, inclusive quem está acostumado com cheias na região.
Moradores que acompanhavam a subida do rio se mobilizaram por conta própria para tentar desobstruir a passagem da água e reduzir os pontos de represamento nas vias centrais.
Volume impressiona
A intensidade da água chamou a atenção, e há relatos, ainda não confirmados, de que um açude teria estourado na região da nascente do rio, na localidade de São Roque, no interior do município. “Choveu muito na nascente do rio Capinzal, em Alto São Roque”, relatou uma moradora nas redes sociais. Até o momento, nenhuma das hipóteses foi confirmada oficialmente.
Relatos de moradores também apontam alagamentos em outros pontos da cidade, incluindo a região da Cidade Alta, onde a água teria invadido residências.
O que mais preocupa é que há previsão de mais chuva para as próximas horas na região, o que pode agravar a situação do rio durante a madrugada.
Histórico de cheias
O Rio Capinzal corta a área central do município e tem histórico de transbordamentos. Em maio de 2024, uma cheia do mesmo rio deixou parte da cidade debaixo d’água, arrancou asfalto e levou um imóvel na região central, depois de um acumulado que passou de 200 milímetros em 48 horas.
A cidade também carrega a memória da enchente de julho de 1983, a maior da história do município, quando dezenas de casas desapareceram das margens do rio e o centro comercial foi tomado pelas águas.
Neste sábado, a orientação é que moradores evitem circular pelas vias alagadas do centro e não tentem atravessar pontos com correnteza, já que a força da água oferece risco mesmo em trechos aparentemente rasos.
O caso segue em andamento, e a dimensão dos estragos ainda está sendo levantada.




























