Os dois candidatos do PL ao Senado por Santa Catarina, a deputada federal Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, declararam juntos R$ 4,2 milhões em bens à Justiça Eleitoral, segundo os registros de candidatura protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A chapa disputa as duas vagas de senador em jogo em 2026. Carol de Toni concorre com o número 221 e Carlos Bolsonaro com o 222, ambos pela coligação “Fé no Trabalho e Pé na Tábua”. Os dois registros aparecem como “aguardando julgamento”, ou seja, foram protocolados, mas ainda não analisados e deferidos pela Justiça Eleitoral.
Carlos Bolsonaro declara R$ 2,78 milhões
Carlos Nantes Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, é quem declara o maior patrimônio da dupla: R$ 2.784.065,08, distribuídos em oito bens.
O item mais valioso é registrado como “investimentos diversos”, de R$ 1,95 milhão, seguido de um depósito bancário de R$ 463,9 mil. Ele também declarou um veículo Nissan Kicks (R$ 144 mil), uma participação societária de R$ 120 mil na empresa WF Advisory e outros dois veículos.
Carlos Bolsonaro renunciou ao mandato de vereador do Rio de Janeiro em 11 de dezembro de 2025, deixando a Câmara Municipal carioca depois de quase 25 anos. Ele foi eleito pela primeira vez em 2000 e tomou posse em 2001. A saída foi anunciada para se dedicar à pré-campanha ao Senado por Santa Catarina, para onde transferiu o domicílio eleitoral.
A mudança gerou reação no estado. A Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) criticou a candidatura, afirmando que Santa Catarina “não precisa importar candidatos” para representá-la no Congresso e que o estado tem “lideranças legítimas, preparadas e conectadas com a sociedade catarinense”.
A chapa dele também é formada por nomes de fora: o primeiro suplente é Rafael Caleffi (PL), ex-prefeito de São Lourenço do Oeste, nascido em Vitorino (PR); o segundo é o pastor Balduíno Rodrigues Ferreira, da Igreja do Evangelho Quadrangular, natural de Vacaria (RS).
Carol de Toni declara R$ 1,41 milhão
A deputada federal Caroline Rodrigues de Toni, no exercício do mandato por Santa Catarina, declarou R$ 1.412.309,50, somando 11 bens.
Os maiores são uma aplicação financeira (LCA) de R$ 400 mil no Banco do Brasil, um adiantamento para aumento de capital em uma empresa (R$ 383,5 mil), a fração de 26% de um lote urbano de 900 m² (R$ 260 mil) e um apartamento de 183,7 m² no bairro Jardim Itália (R$ 172 mil).
A chapa da deputada teve um contratempo: o empresário Juliano Ávila Custódio (PL), de Itajaí, escolhido como primeiro suplente, precisou retirar a candidatura por não ter cumprido os prazos de desincompatibilização de cargos empresariais exigidos pela legislação eleitoral. O outro suplente indicado foi Andrei Otávio Tomazzi (PL), de Blumenau.
O que os números significam
Os valores são autodeclarados pelos próprios candidatos no momento do registro, em valores nominais, sem correção pela inflação. A declaração de bens é exigência legal da Justiça Eleitoral e não indica, por si só, qualquer irregularidade. O prazo para registro de candidaturas vai até 15 de agosto, e as informações são atualizadas continuamente pelo TSE.
O patrimônio declarado por cada candidato de Santa Catarina pode ser consultado, com a evolução ao longo das eleições, no Raio-X das candidaturas do Jornal Razão.







































