Com o microfone na mão e ao lado de Carlos Bolsonaro no palco da convenção estadual do Partido Liberal, a deputada federal Carol De Toni escolheu uma frase só para resumir a estratégia da dobradinha que o partido colocou na rua neste sábado (1º), em Florianópolis.
“Quem é Carol é Carlos”, declarou a deputada diante dos filiados.
O evento oficializou Carlos Bolsonaro e Carol De Toni como candidatos ao Senado por Santa Catarina. Os dois disputam, na mesma chapa, as duas vagas que o estado terá em jogo na eleição de outubro.
Os nomes integram a chapa que apoia a reeleição do governador Jorginho Mello (PL). A coligação reúne PL, Novo, Podemos, Republicanos, Democracia Cristã, Agir e a federação PSDB/Cidadania.
A fala de De Toni sela publicamente a votação casada entre os dois candidatos, aposta do partido para tentar levar as duas cadeiras catarinenses no Senado de uma vez.
Quem são os candidatos
Carol De Toni, de 39 anos, é deputada federal eleita em 2022 com a maior votação de Santa Catarina. Advogada e mestre em direito público, construiu a carreira política no Oeste catarinense, seu reduto eleitoral, onde disputou a primeira eleição como candidata a vereadora de Chapecó, em 2016. Dois anos depois, chegou à Câmara dos Deputados.
Em Brasília, foi vice-líder do governo Bolsonaro e, em 2024, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, uma das mais importantes da Casa. É apontada como um dos principais nomes da direita conservadora no Congresso.
Carlos Bolsonaro, de 43 anos, é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eleito vereador do Rio de Janeiro aos 17 anos, o mais jovem do Brasil, somou sete mandatos na Câmara carioca até renunciar ao cargo no fim de 2025 e transferir o domicílio eleitoral para Santa Catarina.
Sem histórico político no estado, ele declarou em junho que “renasceu” em Santa Catarina e encontrou “um povo que defende os mesmos valores”, ao justificar a mudança. Carlos ganhou projeção nacional pela atuação nas redes sociais e na estratégia digital das campanhas do pai.
Disputa e calendário
A dupla do PL entra em uma disputa que já reúne outros nomes confirmados em convenção, entre eles Esperidião Amin (PP), Décio Lima (PT), Antídio Lunelli (MDB), Afrânio Boppré (PSOL), Fabiano Silva e Jeferson Rocha (PRD), Carlos Schneider (Agir), Túlio de Amorim (Missão), Ana Lúcia da Silveira e Marlenne Soccas (UP) e Joaninha de Oliveira e Marcos Dorval (PSTU).
As convenções partidárias, eventos em que os filiados escolhem os candidatos, podem ser realizadas até 5 de agosto. Na sequência, os nomes precisam ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o dia 15, e a campanha começa oficialmente no dia seguinte.
A eleição será em 4 de outubro, quando os brasileiros votam para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Cada estado elege dois senadores neste ano.
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