Uma militante brasileira de máscara de caveira colou cartazes falsos de “procurado” com a foto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em estações de metrô e ruas de Nova York, nos Estados Unidos. Ela mesma gravou a ação no fim de semana do Halloween, e o vídeo passou a circular em perfis de esquerda no Brasil a partir da noite de domingo (1º).
A militante foi identificada nas redes sociais. Ela é artista e publicou o vídeo dos cartazes no próprio perfil do Instagram. Depois da repercussão, postou nesta segunda-feira (2) outro vídeo, com filtro de palhaço, em que debocha da direita e do serviço de imigração americano. “Alô, pessoal da extrema direita. Tagueia a ICE”, diz. “A ICE ainda não me pegou. Eu tô aqui ainda livre”.
O cartaz imita um aviso da Polícia Federal, com o brasão da corporação, a bandeira do Brasil e a palavra “Wanted” (procurado, em inglês). O texto acusa Flávio de “crimes graves contra a democracia” e traz a hashtag #deportbolsonaro. No rodapé, o próprio papel avisa que é uma sátira e não um documento oficial.
No vídeo, a militante aparece colando os cartazes numa estação do metrô do Brooklyn, em postes de rua e em pilastras de plataforma. Enquanto prende um deles na parede de azulejos, ela fala em português para a câmera: “Bolsonaro não é um perseguido político, ele é um criminal que precisa ser deportado por ter interferido nas eleições brasileiras”.
Em seguida, a militante diz que “agora é hora da gente dar o troco”. “O Brasil tem o maior exército digital popular do mundo e estamos prontos pra combater o Trump”, afirma. Ela ainda convida os americanos a “copiar os brasileiros” e encerra a gravação com “Bolsonaro na cadeia” e “Feliz Halloween”.

Cartaz pede campanha contra Trump
O mesmo cartaz que acusa Trump de ter interferido na eleição brasileira pede que os americanos repostem tudo o que os democratas publicam e ignorem os posts dos apoiadores do presidente americano. O papel também oferece a ajuda dos brasileiros para curtir, comentar e compartilhar publicações contra Trump e a favor de candidatos à Câmara e ao Senado dos Estados Unidos.
Os americanos vão às urnas nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato, que renovam a Câmara dos Representantes e parte do Senado.

Flávio está em Miami desde a semana passada
Flávio deixou o Brasil depois de perder o segundo turno da eleição presidencial para Lula (PT), no domingo (25). O ministro Alexandre de Moraes, do STF, cancelou os passaportes brasileiros do senador no mesmo dia. Flávio cruzou a fronteira com a Argentina na noite de terça (27), passou pelo Equador e desembarcou em Miami na quarta-feira (28), com a mulher e as duas filhas.
A Polícia Federal informou que o senador não é foragido nem alvo de mandado de prisão. Ao se manifestar pela primeira vez depois da viagem, Flávio disse: “Não saí do Brasil, saí pelo Brasil”. No domingo (1º), ele foi a um culto com o irmão, Eduardo Bolsonaro, numa igreja brasileira na Flórida.
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