O governador Jorginho Mello (PL) aparece com 50% das intenções de voto na disputa pelo governo de Santa Catarina, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24). O levantamento, encomendado pela NSC, coloca o atual chefe do Executivo estadual em patamar quase três vezes maior que o do segundo colocado, João Rodrigues (PSD), que registrou 17%.
Na pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Gelson Merísio (PSB) marcou 4% e Professor Marcus Sodré (PSTU) somou 2%. Marcelo Brigadeiro (Missão), Laís Chaud (UP) e Bruno Pedreiro do PCO (PCO) empataram com 1% cada. Ralf Zimmer (PRD) não pontuou. Os indecisos somam 16% e outros 8% pretendem votar em branco, anular ou não comparecer às urnas.
O cenário indica caminho aberto para decisão em turno único: com 50% dos votos totais e a fatia de indecisos ainda em aberto, Jorginho Mello está no limiar necessário para evitar a segunda rodada. A eleição está marcada para 4 de outubro.
O voto, porém, ainda não está fechado para boa parte do eleitorado catarinense. Para 57% dos entrevistados, a escolha do candidato é definitiva. Outros 42% afirmam que ainda podem mudar de ideia até o dia da votação, margem suficiente para alterar o desenho da disputa nas semanas finais de campanha.
Na pesquisa espontânea, quando nenhum nome é sugerido ao eleitor, a vantagem se mantém, mas em escala menor. Jorginho Mello aparece com 24% e João Rodrigues, com 7%. Gelson Merísio e Marcelo Brigadeiro registraram 1% cada, mesmo índice de outros candidatos somados. O dado mais expressivo desse recorte é a fatia de 65% que não soube apontar um nome, sinal de que a campanha ainda não chegou à maioria dos eleitores.
A Quaest testou também duas simulações de segundo turno. No confronto entre Jorginho Mello e João Rodrigues, o governador teria 56% contra 24% do adversário, com 12% de indecisos e 8% de votos brancos, nulos ou abstenção. Contra Gelson Merísio, a diferença aumenta: 63% a 16%, com 11% de indecisos e 10% de brancos, nulos ou abstenção.
O levantamento mediu ainda o potencial de voto e a rejeição de cada nome. Jorginho Mello poderia receber o voto de 62% dos entrevistados, enquanto 29% afirmam que não votariam nele de jeito nenhum e 9% dizem não conhecê-lo. João Rodrigues tem potencial de 28% e rejeição de 19%, mas ainda é desconhecido por 53% do eleitorado. Gelson Merísio soma 9% de potencial, 24% de rejeição e 67% de desconhecimento.
A avaliação da gestão estadual sustenta o desempenho do governador nas urnas. A pesquisa aponta 70% de aprovação ao governo Jorginho Mello, contra 19% de desaprovação e 11% que não souberam ou não responderam. Na avaliação qualitativa, 57% classificam a administração como positiva, 29% como regular e 9% como negativa.
Questionados se o governador merece ser reeleito ou eleger um sucessor, 66% responderam que sim e 29% disseram que não. Já sobre os rumos do próximo governo, o eleitorado se divide: 45% defendem mudar apenas o que não está funcionando, 34% querem a continuidade do trabalho atual e 18% consideram necessário mudar totalmente a condução do estado.
O alinhamento político nacional também pesa em Santa Catarina. Entre os entrevistados, 43% preferem um governador aliado de Flávio Bolsonaro, 38% querem um nome independente e 16% optam por alguém alinhado ao presidente Lula.
O efeito prático desses apoios aparece de forma assimétrica. O apoio de Lula diminui a chance de voto para 44% dos eleitores, não muda nada para 39% e aumenta para apenas 15%. Já o apoio de Flávio Bolsonaro aumenta a chance de voto para 31%, não altera a decisão de 45% e reduz a chance para 21%.
Sobre o principal problema do estado, a saúde lidera com folga e foi citada por 25% dos entrevistados. Infraestrutura aparece em segundo, com 12%, seguida por violência, com 11%, e educação, com 8%. Enchentes e economia empataram com 7% cada. Pobreza e desigualdade e trânsito e transporte público somaram 3% cada, à frente de corrupção, com 2%, e desemprego, com 1%.
A Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números SC-00517/2026 e BR-07160/2026. O mesmo levantamento mediu a disputa pelo Senado em Santa Catarina, com Esperidião Amin na liderança, seguido por Carlos Bolsonaro e Carol De Toni.




















