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Eleições 2026

Candidato ao governo de SC chama de imbecil quem votar em Carlos e alfineta Renan Bolsonaro

Ralf Zimmer (PRD) disse que o catarinense que eleger Carlos Bolsonaro ao Senado tera um representante ausente e ironizou Jair Renan, candidato a deputado federal por Santa Catarina.

Candidato ao governo de SC chama de imbecil quem votar em Carlos e alfineta Renan Bolsonaro
Foto: Reprodução
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O candidato ao governo de Santa Catarina Ralf Zimmer (PRD) partiu para cima das candidaturas de Carlos e Jair Renan Bolsonaro no estado e mirou diretamente no eleitor catarinense. Em entrevista, o advogado de 47 anos afirmou que quem votar em um candidato sem vínculo com Santa Catarina merece arcar com o resultado. “Se o catarinense for imbecil ao ponto de votar num cara que mal bota o pé aqui, aí o catarinense tem mais é que se foder”, declarou.

Zimmer é natural de Chapecó, no Oeste catarinense, formado em Direito e pós-graduado em Gestão Pública. Atuou como defensor público entre 2013 e 2018 e chegou a comandar a Defensoria Pública do Estado. Ganhou projeção nacional em 2020, ao protocolar um dos pedidos de impeachment contra o então governador Carlos Moisés. Esta é a segunda vez que disputa o Palácio Barriga Verde: em 2022, concorreu pelo PROS e somou 3.828 votos. Agora, disputa pela Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade, com o número 25 na urna.

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O alvo principal da fala é Carlos Bolsonaro, de 43 anos, candidato do PL ao Senado por Santa Catarina. Ele nasceu em Resende, no Rio de Janeiro, e foi vereador da capital fluminense por sete mandatos consecutivos, entre 2001 e 2025. Em dezembro de 2025, transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina para viabilizar a candidatura, movimento que provocou um racha no diretório estadual do PL, que já tinha nomes locais na fila.

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Para Zimmer, o resultado prático de eleger um nome de fora seria um senador ausente do estado que representa. “Vai ver ele poucas vezes por aqui”, disse o candidato. Ele reconheceu que a agenda de Carlos é parecida com a dos demais concorrentes ao Senado, mas cravou uma diferença que considera decisiva.

“A pauta dele é a mesma da Carol, é a mesma do Amin, é a mesma do Lunelli, é a mesma do Jefferson, que é o enfrentamento ao Supremo e tudo mais. Só que os outros, além do Carlos, isso ele não tem, eles conhecem Santa Catarina. Eles têm vínculo emocional com Santa Catarina”, afirmou. Segundo ele, para os candidatos locais o melhor lugar do mundo é o próprio estado. Para Carlos, seria “no colo da mãe na Tijuca”.

O candidato do PRD comparou o cenário ao do Rio de Janeiro para dimensionar o risco que enxerga. “Depois não reclame se isso virar um Rio de Janeiro. Cinco ex-governador preso”, disse. O estado fluminense, de fato, acumula uma sequência de ex-governadores alvos da Justiça nos últimos anos, e Zimmer usa o caso como advertência sobre o rumo da política catarinense.

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Quando isso virar uma esculhambação, aí vocês reclamam lá na Tijuca pra mamãe do Carlinho

Zimmer também citou Jair Renan Bolsonaro, irmão de Carlos e filho caçula do ex-presidente. Aos 28 anos, Renan foi eleito vereador em Balneário Camboriú em 2024, com 3.033 votos, e agora é candidato a deputado federal por Santa Catarina pelo PL, usando o nome do pai na urna. “Tadinho do menino. Não consegue fazer três frases, pô”, ironizou o candidato ao governo.

A crítica de Zimmer não se limitou aos irmãos. Ele apontou responsabilidade do próprio campo político catarinense pela chegada da família ao estado e disse que o centrão local abriu as portas para o movimento. “O que a gente está exportando político”, afirmou, ao resumir a lógica que enxerga por trás das candidaturas.

“Não vejo o Flávio como um supra-sumo”

O candidato lembrou que apoiou e votou em Jair Bolsonaro na última eleição presidencial e disse não ter nada contra o ex-presidente, mas afirmou que os filhos erraram. Citou nominalmente Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro e candidato do PL à Presidência, e mencionou a situação envolvendo Vorcaro.

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Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, foi preso em novembro de 2025 em uma investigação da Polícia Federal sobre fraude financeira bilionária. Em maio deste ano, mensagens divulgadas pelo Intercept Brasil apontaram negociações entre Flávio e o banqueiro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. O senador, que havia negado ter contato com Vorcaro, passou a admitir publicamente as tratativas depois da publicação.

Mesmo com as ressalvas, Zimmer avaliou que a disputa nacional está desenhada. “Não vejo o Flávio como um supra-sumo. Mas o Brasil está entre Flávio e Lula. Essa é uma realidade. E aqui em Santa Catarina, o catarinense tem que tomar essa decisão”, completou. Ele encerrou o raciocínio dizendo acreditar que a maioria do eleitorado do estado não vai errar. “Eu acredito que a maioria não seja idiota a tal ponto.”

Santa Catarina renova duas das três cadeiras no Senado nestas eleições e tem cerca de 5,73 milhões de eleitores, o décimo maior colégio eleitoral do país. Além de Carlos Bolsonaro, disputam as vagas nomes como a deputada federal Caroline de Toni (PL), o senador Esperidião Amin (PP), que tenta a reeleição, e Décio Lima (PT). A definição da chapa pura do PL, com Carlos e Carol de Toni, deixou Amin fora do arranjo do partido no estado.

No governo do estado, Zimmer enfrenta o governador Jorginho Mello (PL), que tenta a reeleição, além de João Rodrigues (PSD), Gelson Merísio (PSB), Marcelo Brigadeiro (Missão), Professor Marcus Sodré (PSTU), Bruno Pedreiro (PCO) e Laís Chaud (UP). O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro.

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