A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24) mediu o índice de rejeição dos candidatos ao Senado por Santa Catarina e apontou o ex-deputado Décio Lima (PT) como o nome mais rejeitado da disputa, com 45%. Em seguida aparecem o deputado federal Carlos Bolsonaro (PL), com 40%, o senador Esperidião Amin (PP), com 31%, e a deputada federal Carol de Toni (PL), com 12%. O levantamento foi encomendado pela NSC Comunicação.
Para chegar ao número, o instituto apresentou cada candidato separadamente ao entrevistado e ofereceu três alternativas de resposta: conhece e poderia votar, não conhece, ou conhece e não votaria de jeito nenhum. A última alternativa é o que compõe o índice de rejeição. Como as perguntas são feitas nome a nome, os percentuais não se somam entre candidatos: o mesmo eleitor pode rejeitar mais de um postulante.
Rejeição, potencial de voto e desconhecimento
Décio Lima soma 45% de rejeição, 20% de potencial de voto e 35% de desconhecimento. Carlos Bolsonaro registra 40% de rejeição, 34% de potencial de voto e 26% de desconhecimento. Esperidião Amin aparece com 31% de rejeição, 47% de potencial de voto — o maior da disputa — e 22% de desconhecimento, o menor entre todos os candidatos. Carol de Toni tem 12% de rejeição, 23% de potencial de voto e 65% de desconhecimento.
Os números de desconhecimento ajudam a dimensionar o alcance de cada índice. Amin é conhecido por 78% do eleitorado catarinense e Carlos Bolsonaro por 74%, enquanto Carol de Toni é conhecida por 35%. O menor índice de rejeição da deputada, portanto, foi formado sobre uma base menor de eleitores que declararam conhecê-la. Entre os candidatos com menor presença nas intenções de voto, a rejeição também é baixa e acompanha percentuais elevados de desconhecimento: Antídio Lunelli (MDB) tem 6% de rejeição e 87% de desconhecimento, e Afrânio Boppré (PSOL) marca 14% de rejeição e 79% de desconhecimento.
Entre os demais nomes testados, todos com desconhecimento acima de 90%, a rejeição ficou assim: Joaninha de Oliveira (PSTU), 8%; Carol do PCO e Marcos Dorval (PSTU), 7% cada; Ana Lúcia da Silveira Machado (UP), Marlene Soccas (UP) e Jeferson Rocha (PRD), 4% cada; e Túlio de Amorim Pfuetzenreiter (Missão), 3%.
Intenção de voto: Amin lidera a combinação de votos totais
Na combinação dos votos totais, indicador em que a Quaest reúne as menções para a primeira e a segunda vagas em um total que soma 100% e mantém a proporção entre candidatos, brancos, nulos e indecisos, Esperidião Amin aparece com 19% das intenções de voto. Carlos Bolsonaro tem 16%, Carol de Toni marca 12% e Décio Lima soma 9%. Afrânio Boppré e Antídio Lunelli registram 2% cada. Túlio de Amorim Pfuetzenreiter, Ana Lúcia da Silveira Machado, Joaninha de Oliveira, Carol do PCO, Marlene Soccas e Jeferson Rocha aparecem com 1% cada, e Marcos Dorval não pontuou. Os indecisos somam 23% e os votos em branco ou nulos, 11%.
Considerando apenas a primeira vaga, Amin tem 23% e Carlos Bolsonaro registra 21%. Carol de Toni aparece com 12% e Décio Lima, com 10%. Boppré e Lunelli marcam 2% cada; Túlio, Ana Lúcia, Marlene Soccas e Jeferson Rocha somam 1% cada; e Joaninha de Oliveira, Carol do PCO e Marcos Dorval não pontuaram. Os indecisos chegam a 17% e brancos e nulos, a 9%.
Na segunda vaga, Amin aparece com 15%, seguido por Carlos Bolsonaro e Carol de Toni, ambos com 12%, e por Décio Lima, com 7%. Boppré tem 3% e Lunelli, 2%. Os demais candidatos registram 1% cada. Nesse recorte, os indecisos sobem para 29% e brancos e nulos, para 13%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, Carlos Bolsonaro e Carol de Toni estão em empate técnico com Amin na disputa pela segunda cadeira.
Na espontânea, 84% não souberam citar um nome
Quando nenhum nome é apresentado ao entrevistado, 84% não souberam citar um candidato ao Senado. Carol de Toni e Esperidião Amin aparecem com 4% cada, Carlos Bolsonaro tem 3%, e Afrânio Boppré, Décio Lima e Antídio Lunelli somam 1% cada. Outros nomes reúnem 1%, e 1% respondeu que votaria em branco, nulo ou não pretende votar.
O levantamento também mediu o grau de definição do voto. Para 45% dos entrevistados, a escolha do candidato ao Senado já é definitiva. Outros 55% afirmam que ainda podem mudar o voto até o dia da eleição, em 4 de outubro. É o percentual mais alto de indefinição entre os cargos medidos pela Quaest em Santa Catarina nesta rodada — na disputa presidencial, 70% dizem que o voto já está fechado.
Duas vagas em disputa
Em 2026, cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores, renovando 54 das 81 cadeiras da Casa. Por isso, cada eleitor catarinense precisa votar em dois candidatos diferentes, sem possibilidade de repetir o mesmo nome. É a primeira vez desde 2018 que Santa Catarina renova duas cadeiras no mesmo pleito. Treze candidatos disputam as vagas, e Esperidião Amin é o único que concorre à reeleição.
A Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais em Santa Catarina entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob os números SC-00517/2026 e BR-07160/2026. Esta é a primeira pesquisa realizada pelo instituto em Santa Catarina para as eleições de 2026.



















