Carlos Renato Silva Potiguar, conhecido no crime como “Zeca Urubu”, foi preso em flagrante em Palhoça, na Grande Florianópolis. Dentro do imóvel onde ele estava, os policiais encontraram aproximadamente 200 quilos de entorpecentes.
Potiguar é natural de Belém, no Pará, e figurava como evadido do sistema penal paraense. Ou seja: ele havia deixado de cumprir pena no estado de origem e estava foragido quando as equipes o localizaram em Santa Catarina.
Segundo a apuração policial, ele é apontado como integrante do chamado “Conselho das Trancas” do Comando Vermelho e ocupava a função de “idealizador de missões” em Belém. As duas expressões descrevem postos de comando dentro da estrutura da facção, e não posições de base.
A chegada ao endereço catarinense aconteceu durante o cumprimento de medidas cautelares expedidas contra o investigado. Foi nesse trabalho que as equipes confirmaram que o foragido do Pará estava vivendo em Palhoça.
200 QUILOS DENTRO DE CASA
Com o mandado de busca e apreensão domiciliar em mãos, os policiais vasculharam o imóvel e chegaram à carga de drogas. Pelas circunstâncias apuradas, o material estaria destinado à comercialização.
Volume nessa faixa não é quantidade de ponto de venda de rua. Carga de duas centenas de quilos costuma estar ligada ao abastecimento de uma rede de distribuição, o que muda completamente o peso do flagrante.
Diante da apreensão, os policiais deram voz de prisão em flagrante ao investigado pela prática, em tese, do crime de tráfico ilícito de drogas. A prisão não anula o que já pesava contra ele: as medidas cautelares expedidas anteriormente seguem valendo.
AÇÃO INTEGRADA ENTRE SANTA CATARINA E PARÁ
A operação em território catarinense reuniu a CORE, grupo especializado da Polícia Civil de Santa Catarina, e a DRCO, unidade paraense voltada à repressão ao crime organizado. Foi a integração entre as duas forças que transformou a localização de um foragido de outro estado em prisão em flagrante com apreensão de carga.
O caso escancara um movimento que as forças de segurança já acompanham há tempo: integrantes de facções de outros estados que se deslocam para o litoral catarinense achando que aqui viram apenas mais um morador anônimo, longe do radar da polícia de origem.
Nesse desenho, a distância geográfica deixa de ser proteção quando as polícias de estados diferentes trocam informação e trabalham juntas no mesmo alvo. Foi exatamente o que aconteceu em Palhoça.
Preso em flagrante, Carlos Renato Silva Potiguar permanece à disposição da Justiça e responderá pelo crime de tráfico ilícito de drogas em Santa Catarina, sem prejuízo das medidas cautelares que já haviam sido expedidas contra ele.














