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Adolescente morre em Itajaí após demora de hospital infantil em aceitar transferência

Um adolescente de 13 anos, morador de Camboriú, morreu na madrugada desta segunda-feira (2) no Hospital Pequeno Anjo, em Itajaí, após uma longa espera por transferência. Dados do Hospital Ruth Cardoso, onde ocorreu o primeiro atendimento, mostram que o menino esperou por cinco horas para ser aceito no Pequeno Anjo, que é a referência para … Ler mais

Adolescente morre em Itajaí após demora de hospital infantil em aceitar transferência
Foto: Reprodução
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Um adolescente de 13 anos, morador de Camboriú, morreu na madrugada desta segunda-feira (2) no Hospital Pequeno Anjo, em Itajaí, após uma longa espera por transferência.

Dados do Hospital Ruth Cardoso, onde ocorreu o primeiro atendimento, mostram que o menino esperou por cinco horas para ser aceito no Pequeno Anjo, que é a referência para casos pediátricos na região.

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Informações às quais a reportagem teve acesso apontam que o adolescente foi atendido no Ruth Cardoso às 9h27min, relatando dor abdominal que se mantinha há três dias. Os primeiros exames, incluindo tomografia, foram inconclusivos. No início da tarde, por volta de 15h, o menino realizou novos exames, incluindo tomografia com contraste, que indicou a possibilidade de apendicite.

O primeiro pedido de transferência do Ruth Cardoso para o Hospital Pequeno Anjo, em Itajaí, ocorreu às 18h20min, diante do agravamento do quadro do adolescente.

O hospital de Balneário Camboriú atende apenas baixa complexidade em pediatria. Sem vaga disponibilizada pelo Pequeno Anjo, às 20h55min foi requisitada “vaga zero” ao Samu – medida que coloca o paciente em situação de transferência prioritária.

Somente 23h, após novo contato do Ruth Cardoso, a regulação do Samu orientou que o transporte teria que ser realizado por uma ambulância municipal. Com isto, a transferência foi imediatamente efetuada.

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O menino, no entanto, morreu pouco tempo depois de dar entrada no Pequeno Anjo. A reportagem apurou que, no dia 26 de maio, o Hospital Ruth Cardoso já havia pedido esclarecimentos à Rede de Urgência e Emergência (RUE) sobre fluxo dos casos pediátricos cirúrgicos de alta e média complexidade, diante do aumento na procura e da recorrente demora na abertura de vagas no hospital de referência.

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