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Apagão no Hospital Marieta: engenheiros investigam falha em geradores e leitos permanecem bloqueados em Itajaí

Retenção preventiva é temporária; diretora-geral do Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, Irmã Simone Santana, confirma que vagas serão reativadas gradualmente conforme a rede elétrica garanta estabilidade.

Apagão no Hospital Marieta: engenheiros investigam falha em geradores e leitos permanecem bloqueados em Itajaí
Foto: Reprodução
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A declaração da diretora-geral do Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, Irmã Simone Santana, resume a dimensão da crise enfrentada pela principal referência de saúde do Litoral Norte catarinense.

“Nós tivemos um problema no barramento de energia e ficamos sem energia na totalidade do prédio. O problema foi justamente no ponto que liga os geradores ao prédio, o que dificultou que os geradores entrassem em ação”, explicou a gestora sobre o colapso que atingiu o Complexo Madre Teresa (CMT).

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Diante do desabastecimento elétrico nos andares que abrigam UTIs, Centro Obstétrico e Pronto-Socorro, a diretoria decidiu manter o bloqueio cautelar das vagas até que o sistema esteja totalmente estabilizado.

“Nós só não vamos liberar todos os leitos de imediato porque não sabemos com certeza se conseguiremos manter a estabilidade da energia. Nos próximos dias, nas próximas horas, conseguiremos chegar a essa solução”, destacou Irmã Simone Santana, que fez questão de agradecer a mobilização conjunta com a Secretaria Estadual de Saúde, SAMU, Corpo de Bombeiros, Celesc e WEG.

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Perícia técnica e descarte de incêndio

As investigações no prédio novo do hospital avançaram com atualizações sobre o incidente. Equipes de resposta descartaram a hipótese inicial de um princípio de incêndio no centro cirúrgico. O problema esteve concentrado em um severo curto-circuito no barramento elétrico, o canal técnico de alta voltagem que conecta o edifício à rede de geradores (que possuem autonomia de até 72 horas).

Não houve chamas propagadas no local. A fumaça detectada por funcionários veio do sobreaquecimento e derretimento de componentes elétricos no ponto isolado de distribuição energética. Engenheiros da WEG e técnicos da Celesc inspecionam a estrutura para mapear se o evento ocorreu devido a um surto de alta tensão na rede externa ou a uma falha física de isolamento interno.

Fila de ambulâncias e suspensão de cirurgias

Como reflexo direto da pane no CMT, o hospital adotou protocolo de emergência máximo e determinou o cancelamento temporário de todos os procedimentos cirúrgicos e exames eletivos agendados.

A imagem de um comboio com cerca de 11 ambulâncias enfileiradas na entrada do hospital marcou a operação de retaguarda. Os veículos ficaram a postos para garantir a remoção imediata de pacientes em estado crítico de saúde, caso a oscilação elétrica atingisse os aparelhos de suporte de vida.

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Evacuação manual e andares de contingência

A crise exigiu uma logística humana complexa. Sem o funcionamento dos elevadores por conta da falta de energia, a movimentação de pacientes em macas teve de ser feita manualmente pelas escadas, com o suporte direto de um contingente de 30 alunos do Corpo de Bombeiros Militar.

Para viabilizar a evacuação com segurança, a instituição abriu emergencialmente dois andares recém-reformados do edifício que ainda estavam sem uso por falta de pessoal contratado. A área serviu como ponto cego de contingência para acolher os internados remanejados, garantindo que nenhum paciente de suporte à vida sofresse danos graves durante a operação.

A gestora ressaltou ainda a cooperação das forças estaduais para evitar um cenário trágico na unidade.

“Tivemos um evento sério e tivemos muitas pessoas que nos ajudaram. Prontamente liguei para a Secretaria Estadual de Saúde, fomos atendidos pelo SAMU, Corpo de Bombeiros, prefeitura, Celesc e WEG. Foi uma demonstração de que somos capazes de atravessar intempéries porque temos com quem contar.”

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