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Agricultor reage a furto de aipim e ladrão de galinhas leva tiro de espingarda em cidade de SC

Suspeito inventou versão falsa para a polícia alegando ter sido atacado enquanto dormia, mas acabou confessando a tentativa de furto após investigação em Ascurra. Fotos: PCSC / Magnific

Agricultor reage a furto de aipim e ladrão de galinhas leva tiro de espingarda em cidade de SC
Foto: Reprodução
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O disparo de espingarda que atingiu um homem no último domingo (6), em Ascurra, no Médio Vale do Itajaí, ganhou contornos de enredo policial após a Polícia Civil desmascarar a versão da própria vítima. O caso começou com o relato de um misterioso ataque noturno e terminou em uma confissão sobre um furto frustrado de galinhas e aipim.

Em seu primeiro depoimento, o homem baleado tentou se passar por um transeunte indefeso. Ele contou aos policiais que dormia tranquilamente quando um desconhecido se aproximou, cegou sua visão com o facho de uma lanterna e, aos gritos, ordenou que saísse do local antes de puxar o gatilho. Atingido pelo disparo, o homem alegou não ter conseguido identificar o agressor nem para onde ele havia fugido.

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Investigação revela flagrante no sítio

A farsa, no entanto, durou pouco. À medida que as investigações avançaram, os agentes da Polícia Civil reconstituíram os passos daquela noite e confrontaram a versão do ferido com a realidade dos fatos. O suposto dorminhoco, na verdade, havia invadido uma propriedade particular para furtar aipim e galinhas no local.

‘Atirei para assustar’, declarou o morador

O plano só deu errado porque o produtor rural, dono da casa, percebeu a movimentação suspeita e resolveu intervir. Armado com uma espingarda calibre .20, o morador efetuou um disparo na direção do invasor. Em depoimento prestado à polícia, o agricultor garantiu que não tinha intenção de ferir ninguém: “Atirei para assustar, não sabia que tinha acertado”, afirmou.

Reviravolta e apreensão da arma

Apertado pelas evidências reunidas pelos investigadores, o homem baleado voltou atrás na narrativa do ataque misterioso e confessou que realmente estava na propriedade para subtrair os animais e os alimentos.

Diante dos fatos, o produtor rural entregou voluntariamente a espingarda usada na ação, que foi apreendida pela equipe policial. O inquérito prossegue sob responsabilidade da Polícia Civil de Ascurra e deve ser concluído nos próximos 30 dias para determinar o enquadramento legal do caso.

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