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Cerco ao crime ambiental: SC autua 381 hectares de Mata Atlântica e aplica R$ 2,7 mi em multas

Ação integrada entre MPSC e Polícia Militar Ambiental utilizou tecnologia geoespacial para fiscalizar 178 áreas e embargar locais de desmatamento ilegal no estado. Fotos: MPSC

Cerco ao crime ambiental: SC autua 381 hectares de Mata Atlântica e aplica R$ 2,7 mi em multas
Foto: Reprodução
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A Operação Mata Atlântica em Pé 2026 registrou 381 hectares de áreas desmatadas autuadas e embargadas em Santa Catarina, resultando na aplicação de R$ 2.724.500,00 em multas. A ação ocorreu entre os dias 10 e 26 de agosto, mobilizando o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), via Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CME), em conjunto com o Comando de Policiamento da Polícia Militar Ambiental (PMA).

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A fiscalização teve foco em 178 áreas identificadas a partir de dados georreferenciados. Atualmente, o estado conta com 249 alertas de desflorestamento no sistema MapBiomas Alerta, que serve de base para as inspeções remotas e presenciais.

De acordo com a Promotora de Justiça Stephani Gaeta Sanches, coordenadora do CME, a infração ambiental gera consequências severas nas esferas administrativa, cível e penal.

“Quando o desmatamento ilegal é constatado, o infrator é responsabilizado por multas administrativas, embargos da área e também civilmente, tendo que responder pela recomposição da área degradada e por um processo criminal pelas penas dos crimes previstos na Lei 9.605 (Lei dos Crimes Ambientais).”

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Redução histórica do desmatamento

Nesta sexta-feira (28/8), o balanço consolidado de todos os 17 estados do bioma será apresentado em Belo Horizonte (MG), durante a abertura do seminário de 20 anos da Lei da Mata Atlântica. O evento também sediará a entrega do 1º Prêmio Mata Atlântica em Pé, organizado pela ABRAMPA e pela Fundação SOS Mata Atlântica.

O coordenador do projeto nacional, Promotor Alexandre Gaio (MPPR), aponta que o modelo híbrido de fiscalização tem garantido respostas rápidas contra os ilícitos ambientais. O impacto desse rigor já se reflete nos índices oficiais do Atlas dos Remanescentes Florestais:

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  • Queda de 40% no desmatamento em 2025 em comparação ao período anterior.
  • Redução de 60% em relação ao biênio 2020-2021.
  • Menor taxa de desflorestamento em 40 anos de monitoramento.

Sanções severas para infratores

As fiscalizações combinam o uso de drones e dados via satélite. Confirmada a irregularidade, além de multas e embargos, os responsáveis sofrem restrições no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e bloqueio de acesso ao crédito rural, além de responderem por danos climáticos e recomposição da vegetação.

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