Cidades de SC seguem ilhadas duas semanas após enchentes
Mesmo sem chuvas intensas nos últimos três dias, algumas regiões seguem alagadas
Por Equipe Jornal Razão·16 out 2023·4 min de leitura·Atualizado há 2 anos
Foto: Reprodução
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Mesmo com quase três dias sem chuvas intensas, as áreas centrais das cidades de Laurentino e Rio do Oeste no Alto Vale do Itajaí continuam sofrendo com os alagamentos nesta segunda-feira (16), devido ao elevado nível do rio Itajaí do Oeste.
Em Rio do Oeste, conforme Josnei Moser, chefe da Defesa Civil local, aproximadamente cem famílias seguem em abrigos – o mesmo número registrado na última sexta-feira (13). O nível do rio, ainda que em processo de diminuição, oscila próximo dos 10 metros. Há ainda um grande número de desalojados, indivíduos que, por conta das inundações, deixaram suas residências, mas não buscaram refúgio nos abrigos providenciados pela prefeitura. Atualmente, dois abrigos estão em operação: um na Escola de Ensino Fundamental Fortunato Tarnowski e outro na Paróquia Nossa Senhora Consolata. Estes locais têm recebido donativos por meio de embarcações e aeronaves, devido ao isolamento terrestre de algumas áreas da cidade.
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Imagens recentes mostram a gravidade da situação nas ruas centrais de Rio do Oeste, com águas invadindo completamente o primeiro andar de várias construções. Embora algumas empresas tenham intenções de retomar as atividades, com embarcações sendo disponibilizadas para locomoção dos trabalhadores, as autoridades locais pedem cautela.
Em Laurentino, o prefeito Marcelo Tadeo Rocha (MDB) informou que o nível do rio Itajaí do Oeste marcava 10,20 metros nesta segunda-feira. Muitas áreas da cidade ainda têm mais de 2 metros de inundação. Relatórios indicam cerca de 200 pessoas desabrigadas e aproximadamente 800 desalojadas. Mesmo com a magnitude da enchente, o prefeito garantiu que está descartada a declaração de calamidade pública, visto que não houve vítimas fatais. Entretanto, diversos serviços municipais, incluindo aulas e atendimentos de saúde, continuam suspensos.
Ambas as cidades estão fazendo esforços para normalizar a situação, e enquanto alguns moradores já iniciam processos de limpeza em áreas onde as águas baixaram, o pedido geral é de prudência e solidariedade.