Clínica famosa de Florianópolis reutilizava cera de depilação em clientes: “cozida e reembalada”
Uma operação conduzida pela Polícia Militar de Biguaçu revelou uma atividade ilegal chocante: uma "fábrica" clandestina onde ceras de depilação eram falsificadas e distribuídas com embalagens de uma marca de luxo. A ação, que contava com a participação de uma clínica renomada de depilação em Florianópolis, foi desmascarada após meses de investigação.
Por Equipe Jornal Razão·23 mar 2024·4 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
Publicidade
Uma operação conduzida pela Polícia Militar de Biguaçu revelou uma atividade ilegal chocante: uma “fábrica” clandestina onde ceras de depilação eram falsificadas e distribuídas com embalagens de uma marca de luxo. A ação, que contava com a participação de uma clínica renomada de depilação em Florianópolis, foi desmascarada após meses de investigação.
Segundo relatos de um policial ao Jornal Razão, as mulheres que frequentavam a clínica acreditavam estar utilizando ceras de qualidade de uma marca famosa, quando na verdade estavam sendo expostas a uma verdadeira “nojeira”, como descreveu o oficial. Os produtos eram falsificados e continham resíduos de pelos, peles e até mesmo sangue, provenientes da reutilização inadequada de materiais descartáveis.
Publicidade
Durante a operação, foram apreendidos diversos itens, incluindo um notebook da marca HP, um celular iPhone 11, um veículo Fiat Strada e um revólver calibre 38 com seis munições intactas. Além disso, uma grande quantidade de cera de depilação reutilizada de forma irregular foi encontrada, juntamente com resíduos de pelos e peles resultantes do processo de filtragem ilegal.
Um indivíduo envolvido na operação clandestina foi detido e os materiais apreendidos foram encaminhados para as autoridades competentes. A Vigilância Sanitária também esteve presente e interditou o local, emitindo o termo de autuação correspondente.
A ação da Polícia Militar de Biguaçu contou com o apoio da Vigilância Sanitária e da guarnição de Antônio Carlos, resultando na abordagem e prisão de um suspeito. O caso está sendo investigado e os envolvidos responderão pelos crimes de falsificação de produtos terapêuticos, posse irregular de arma de fogo, entre outros.