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em Segurança

Corante vencido, soja e subprodutos: o que era vendido como “carne moída” em frigorífico de SC

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 07/04/2026 08h46 | Atualizado há 40 dias
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Operação flagrou corantes vencidos, proteína de soja e subprodutos usados para adulterar carne moída; frigorífico em Coronel Freitas foi interditado e depósito em Chapecó lacrado.

Um frigorífico localizado em Coronel Freitas, no Oeste de Santa Catarina, foi interditado após uma operação flagrar suspeita de adulteração na carne moída produzida e comercializada pelo estabelecimento. Um depósito de uma distribuidora de carnes vinculada à indústria, situado em Chapecó, também foi lacrado. A ação aconteceu na semana passada e foi divulgada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (6).

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A operação foi conduzida pelo CAOAGRO da Polícia Civil, em conjunto com o Ministério Público de Santa Catarina, a CIDASC, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o CIDEMA. As equipes cumpriram mandados de busca e apreensão nos dois endereços para apurar denúncias de irregularidades sanitárias e operacionais que colocam em risco a segurança alimentar.

Ao entrarem na unidade de Coronel Freitas, os agentes constataram péssimas condições sanitárias nos setores de manipulação e armazenamento dos produtos. Foram identificados insumos impróprios para consumo, muitos deles com prazo de validade vencido, sendo utilizados na linha de produção.

Corantes vencidos e soja no depósito

No depósito da distribuidora em Chapecó, a situação se agravou. As equipes encontraram diversos galões de corantes alimentícios vencidos e impróprios para uso em produtos cárneos, além de proteína texturizada de soja e subprodutos de origem animal. De acordo com a investigação, os materiais seriam utilizados para adulterar a carne moída — alterando aparência, peso e composição do produto vendido ao consumidor.

Diante da gravidade das irregularidades, o frigorífico foi interditado e o depósito lacrado. Amostras dos produtos e insumos foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial.

Os proprietários dos estabelecimentos não estavam presentes no momento da operação, mas foram notificados administrativamente por infrações às normas sanitárias. Um aparelho celular foi apreendido durante os mandados.

O Ministério Público de Santa Catarina instaurou procedimento investigatório criminal para apurar a possível prática de crimes contra as relações de consumo. O caso segue sob investigação.

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