A motocicleta ficou presa embaixo do ônibus, e só foi retirada dali depois da intervenção do Corpo de Bombeiros Voluntários. A poucos metros, na calçada da Rua Iririú, na região norte de Joinville, o condutor da moto já estava sem vida quando a guarnição da Polícia Militar chegou ao local, acionada pela Central 190.
A vítima é Deivid Schmidt Fernandes, de 34 anos, que conduzia uma Honda CG 150 Titan KS. A equipe do Samu constatou o óbito ainda no local. O trânsito no entorno ficou intenso enquanto as equipes trabalhavam na via, uma das mais movimentadas da região.
A conversão à esquerda
O ponto do impacto é o cruzamento da Rua Iririú, que é preferencial, com a Rua Turvo. Foi de lá, segundo o relato colhido pela Polícia Militar, que o ônibus saiu para entrar na via principal instantes antes da colisão.
O motorista do ônibus permaneceu no local e se identificou à guarnição. Ele contou que, depois de adentrar a Rua Iririú, ligou a seta para converger à esquerda e iniciou a manobra sem ter visualizado veículos pelo retrovisor. Ainda conforme o relato dele, logo em seguida escutou um barulho e só então percebeu que havia sido atingido por uma motocicleta.
O relato da testemunha
Uma testemunha que também trafegava de moto pela Rua Iririú deu outra camada à sequência. Ela relatou que, no semáforo com a Rua Piratuba, Deivid a teria ultrapassado e estaria em velocidade acima da permitida para a via. Segundo esse relato, o motociclista chegou a tentar escapar da colisão jogando a moto para a esquerda, mas acabou indo para o mesmo lado em que o ônibus fazia a conversão. Foi essa testemunha quem acionou a Polícia Militar.
Nenhuma das versões está confirmada. Elas foram registradas pela guarnição como relatos das partes e serão confrontadas com os trabalhos periciais.
Moto presa sob o ônibus
A força do impacto arrastou a motocicleta para debaixo do ônibus, onde ela ficou travada. Só depois da atuação do Corpo de Bombeiros Voluntários foi possível retirar o veículo e liberar a área para a perícia.
A Polícia Científica esteve no local para os levantamentos e para a remoção do corpo. Cabe a esses laudos apontar a dinâmica técnica da batida, incluindo velocidade e ponto exato do choque, elementos que os relatos sozinhos não resolvem.
O que diz o registro
A ocorrência foi registrada como acidente de trânsito com pessoa ferida ou morta e também como homicídio culposo em acidente de trânsito. A tipificação culposa não significa que houve intenção de matar. Ela é aplicada quando a morte decorre de imprudência, negligência ou imperícia na condução do veículo, e a definição de quem responde depende justamente da conclusão da perícia e do inquérito.
Um familiar de Deivid esteve no local e ficou responsável pelos pertences e pela motocicleta.
A guarnição fotografou o local, colheu os relatos e identificou todas as partes envolvidas. O caso segue sob apuração da Polícia Civil, que vai definir as responsabilidades a partir do laudo pericial.



























