Um vídeo que mostra jovens deixando uma balada de Joinville a bordo de uma viatura da Polícia Militar viralizou nas redes sociais nesta semana e gerou debates. As imagens foram inicialmente publicadas no modo “melhores amigos” do Instagram, mas acabaram vazando. Na gravação, aparece a frase “na volta a gente dá um jeito”, em tom de deboche, fazendo referência ao fato de que as jovens não haviam conseguido transporte para casa, mas, supostamente, conseguiram “magicamente” uma carona oficial.
Procurada para comentar, a jovem que publicou o vídeo explicou:
“Postei porque tinha desacreditado. Eu desacreditei porque, na verdade, eu não sabia que a gente poderia conseguir a carona, né? Na viatura. No caso, até porque nós estávamos ali já tinha um tempo esperando o Uber baixar, só que o Uber não baixava e estava ficando vazio já o local, né? Todo mundo estava conseguindo ir embora depois da balada e a gente estava ficando sozinha lá. E aí elas falaram que iam pedir a carona e eu desacreditei que elas teriam coragem de ir até eles pedir essa carona, então foi por isso que eu fiz a filmagem.”
A jovem ainda relatou o motivo do registro dentro da viatura:
“Uma colega minha fez a filmagem dentro da viatura porque ela ficou impressionada de estar dentro de uma viatura, né? Até porque ela mal sai de casa e ir pra casa de carona dentro de uma viatura, ela fez ali a filmagem no calor do momento. Eu postei até nos meus melhores amigos, inclusive, que é bem restrito. Só que, pelo que eu vi, né, vazaram. Eu já até sei quem é que fez esse vazamento, mas também não vem ao caso. Agora eu queria entender o porquê que vocês querem esse posicionamento em si, até porque não teve nada demais. Foi simplesmente uma carona mesmo.”
O policial militar que aparece no vídeo também se pronunciou sobre o ocorrido. Segundo ele, o transporte aconteceu após atendimento de uma ocorrência de assédio sexual no Square Garden, em Joinville:
“Se falarem com a guria, vão ter a mesma posição. Eu fui pra uma ocorrência de assédio sexual no Square Garden nesse último sábado. No final da ocorrência, vi uma amiga, ela pediu carona. Isso já até será explicado pro coronel amanhã às 13 da tarde. Pelo GPS, como já disse, mostra que só levei ela pra casa e depois fui desarmar a barca pra ir embora. Foi um período de sete, oito minutos do Square pra casa dela e depois pra base pra eu ir embora. Literalmente foi isso.”
O policial ainda acrescentou:
“A situação é tão boba e simples que só estava no círculo interno da companhia. Mas, se publicarem, vai gerar uma repercussão desnecessária contra a PM e contra mim, sem razão nenhuma. Como policial e cidadão, da minha parte, gostaria que não publicassem o vídeo. Se eu tivesse feito algo errado, eu nem teria a moral de vir incomodar vocês, mas não teve nada de errado cometido. Só uma carona.”
Apesar da explicação de ambas as partes, o caso levanta mais uma vez questionamentos sobre os limites de uso de viaturas para fins não operacionais e reforça a atenção necessária no compartilhamento de registros em redes sociais.

































